Que tipo de caras fazem meninas como

NAJIYU EP 10 - Por uma vida

2020.09.24 01:24 henrylore NAJIYU EP 10 - Por uma vida

Sh: *atira uma bola de fogo nos dois
H: *puxa a espada e reflete a bola de fogo nele
Sh: *desvia dando dois passos pra trás
Hmmm. Nada mal, mas-
°-°
H: *troca de lugar com uma pedra e aparece atrás dele
*chuta a cara dele
EMPTY CHUTE
Sh: *chega um pouco pra trás e coloca a mão no rosto
H: *cai no chão
*levanta e olha pra ele
*aponta a espada pra ele
se você vai apelar, a gente vai revidar apelando também
Sh: ate parece-
L: MAGIA DE AR: CORTE DA LÂMINA DOS QUATRO VENTOS
*vem quatro rajadas de ar e acertam o shibaru
L: heh eu achei que você fosse mais forte...
Sh: HUWAAAAAH
*levanta uma grande quantidade de fogo
*aponta a mão pro Lusk
FEITIÇO DE FOGO: BOLA DE FOGO DO DRAGÃO
L: *desvia mas por um triz
PUPUPUPU
qual foi mané????
H: *sai correndo em direção ao shibaru
Sh: *aponta mão pra ele e atira outra bola de fogo
H: *para, e se prepara igual um jogador de baseball
*rebate a bola de fogo com a espada
Sh: °^
*bola de fogo acerta ele e explode tudo
H: *chega perto do lusk
Luskeiros ele está perdendo muito
L: ele tomou um pau da própria magia...
**lusk sente algo no pe dele
???????
*olha pra baixo e vê uma camada de pedra cobrindo o pé dele
Sh: Feitiço de pedra: Armadilha de urso
H: ele te prendeu
*corre pra cima do shibaru
Sh: *atira uma bola de fogo no Henry
H: *se prepara pra rebater quando...
**bola de fogo desvia e acerta o Lusk
L: *se solta das pedras e cai no chão
au...
Sh: agora que o moleque com mana foi contido...
é a sua vez
*da um soco na cara do Henry
H: *dropa a espada e cai no chão
ugh-
*olha pro shibaru e vê
*a cara dele séria, com chamas atrás dele das coisas que ele queimou, na noite, escura mas então...
**vêem uma explosão vindo do meio da vila
*uma camada enorme de poeira surge sobre a vila inteira
Sh: que merda é essa..?
H: Duda! é a mesma magia do trem...
Sh: de que adianta SE VOCÊS VAO MORRER
*tenta dar um soco no Henry mas para
L: *da um soco na barriga dele
eu não vou desistir, seu saco de pancada indiano
Sh: maldito...
L: EU DISSE PRA CALAR A BOCA
*faz um redemoinho no chão e joga ele pra longe
na verdade eu não disse nada mas finjamos que eu disse algo ok?
H: blz ne mano
**olham pra cima
**veem bolas de fogo caindo
H: oh no
L: mano...
Sh: FEITIÇO DE FOGO : CHUVA DE METEOROS
**os dois caem no chão
Sh: *segura lusk pela gola da camisa
você se sente o espertão né?
L: *segurando a mão dele tentando se soltar
uuuggh
Sh: heh
*puxa a mão e faz um risco de fogo cortando o ombro do lusk
*joga lusk em cima de uns barris numa vendinha
H: Lu-
Sh: e voce se importa muito com os outros aparentemente né?
engraçado...
*joga lá junto com o Lusk
*faz um pássaro de fogo
Digam adeeeuss...
H: ei, Luskeiros
L: Faleis
H: eu tenho uma ideia
L: Faleis
H: *sussurra
Sh: FENIX RENASCIDA
*atira fênix
heh foram bons oponentes
L: *usa a lâmina do vento e corta a fenix em quatro partes
é só o que eu aguento brether, minha mana está quase 0 e eu estou muito machucado
H: relaxa, agora deixa comigo
*puxa espada e sai correndo em direção ao Shibaru
Sh: ...
*puxa espada
*ataca Henry
H: *defende com a mão esquerda a espada do shibaru
*ataca com a espada na costela dele e joga ele pra trás
Sh: UGH
..
seu...
H: ...
hehe
*com a mão sangrando
Sh: GRRR
SEU MERDINHA
*levanta um monte de labaredas de chama e atinge o Henry com um punho de fogo
PUNHO DO VULCÃO
H: *sai voando e cai nas armações do festival
Sh: *faz uma bola de fogo e atira no Lusk
L: *continua escondido
Sh: *vai em direção ao Henry
H: *levanta
você é forte hein?
Sh: heh, quero ver vocês explicarem isso depois pro reino...
H: como assim?
Sh: olha tudo o que eu fiz
e que vai cair na culpa de vocês
igual vocês sendo preso aquele dia AHAUSHUEEH
em breve eu não estarei mais aqui
eu estarei longe e ninguém mais vai me atingir
porque eu terei o poder...
H: hehe
AHHSSHSHSUSHSHUEHE
é verdade
Sh: por que está rindo?
H: porque voce é um idiota de quinta categoria
*puxa um fio e revela que no chão, próximo ao pé do Shibaru, tem um microfone (praticamente a única coisa eletrônica desse mundo), e a voz dele ecoa por toda a cidade
Sh: ...
s-seu....
**luz do castelo acende
H: he-he....
*cai no chão lentamente
Sh: *faz uma enorme chama vermelha e monta um monte de bola de fogo
agora... EU VOU TE MATAR ANTES DE SER PRESO
*atira no Henry
FOGARÉU EM MASSACHUSETTS
**vem uma bomba de água e acerta a bola de fogo do Shibaru
Ne, P, Du: *param na frente do Shibaru
Sh: vocês....
Du: *segura o Henry antes dele cair no chão
*começa a usar feitiços de cura nele
Sh: O QUE FAZEM AQUI?
*puxa uma lança de fogo
Ne: é óbvio que o feitiço era da Duda, portanto ela acordou antes e acordou a gente também
P: e ai a gente veio aqui pra te socar por ter feito tudo isso
Sh: podem tentar se quiser
*atira a lança
VINGANÇA INFERNAL
P: *levanta um punho gigante de água e acerta ele contra o chão
PUNHO SAGRADO AQUÁTICO DO AMOR (em japonês é mais bonitinho acreditem)
Ne: *levanta uma pedra de gelo do chão pra jogar o shibaru longe
FEITIÇO DE GELO: ICEBERG
Sh: *vai contra a parede de uma casa
Ne: *bate a lança do lado dele e finca ela na parede
Olha só, eu posso até ter saído e ter de dado a liderança. Mas se eu voltar, EU sou a líder aqui, ok?
voce nao pode me dar ordens...
Sh: ughhh maldita...
??: Senhores??
**olham pra trás e veem o hb, o clocks e o gerbido
Hb: senhores?? o que houve?
Ne: ah, nada não meu caro guarda
*olha pro shibaru
só um fugitivo aqui
Cl: eu sinto muita mana aqui... mas essa destruição toda teve um autor
*todo mundo olha pro shibaru
Sh: grrrr
J: *cai do céu e pousa perfeitamente
já acabaram aí?
Gui: Opa, tudo bom?
P: ah então era ele que tava te seguindo
Gui: o nomad me disse um monte de coisa, eu achei daora e resolvi acreditar em vocês
Ne: entao... estamos livres?
Gb: voces provaram ser pessoal de grande coração então..
sim
L: AEEE CARAAAAACA
TAMO LIVRE
Ne e P: VOCE TA BEMM???!!!!
L: claramente meus caros, isto não passa de um arranhã-
*começa a cair lentamente
Ne: *segura o Lusk
Hb: *faz um tentáculo de água vindo da mão dele e segura o shibaru
Sh: ...
Ne: *da tchauzinho com a mão
P: henry... ele tá bem?
Du: o ferimento foi muito profundo, eu não posso fazer muita coisa
P: :(
Ne: o lusk nao ta tão machucado mas ele tá bem machucado
*com o lusk se segurando no ombro dela
P: o que a gente faz com ele????
Du: não sei...
Cl: vocês podem levar ele até a ay..
Ne: ay?
Cl: é uma nova pessoa que surgiu recentemente na vila, e a may reconhece ela pela grande capacidade de cura dela
Ne: ...
L: parece- interessante..
Cl: visitem ela antes de dar uma dormida, se pá ela ta na casa dela
P: onde fica?
Cl: na única torre da vila
vai lá depois
Gui, Hb, Cl: *saem andando pro castelo junto com o shibaru
J: ... vocês não tão esquecendo de nada?
Ne: °° O GAROTO
Du: *olha pra área e os olhos dela ficam rosas
... não sinto mana aqui
J: eu sinto a presença dele
*joga uma shuriken que voa até uma vendinha e derruba um pano que tava cobrindo ela
Gt: *caído no chão
J: *segura Guilt
hora da festinha!
**na casa da aynazz
Ne: *bate na porta
aloooo alguem aí?
??: *abre a porta
{uma pessoa bem baixinha, com cabelo branco e curto, o rosto parecido com o do lusk}
??: sim?
Ne: você é a ayyna não é?
Ay: sou
*olha pro lusk
MEE VOCE TA TERRIVEL
L: digamos que eu estive numa rinha de cavalos.
**um tempinho depois
Ay: *curando o Henry
esse corte não vai sarar completamente
*puxa braço do Henry e amarra uma atadura no pulso, entrelaçando nos dedos da mão
eu acho que isso deve durar
e o outro?
L: eu.
*senta e mostra o ombro
Ay: *cura Lusk
...
*sente algo familiar no Lusk
...
L: alo? você pode andar rápido com isso aí? eu tô com sooono
Ne: LUSK NAO APRESSA A MENINA
Ay: shhhh não façam barulho!
meus pais tao dormindo no quarto andar da torre
Ne, L, P, Du, J: QUARTO ANDAR??!
Ay: já falei pra ficarem quietos
H: *abre os olhos
hummmmm
*levanta o que rolo-
*olha pra mão toda atada
ah.
L: Brether nós conseguimos. Socamos o cara até ele esquecer o próprio nome
H: ai sim meu caro
mas onde estamos?
Ne: casa da aynazz, uma curandeira aqui da cidade
daora não?
H: hummmm
Ay: prontinho vocês tão curados
procurem não batalhar as 2 da manhã tá bom???
J: *chega perto dela
ei eu tenho um último pedido
pode ceder a sua residência pra gente fazer uma festinha pro Guilt?
Ay: hummmm??
J: aquele menino ali
pufavoooo *faz uma cara fofinha
Ay: .. beleza, mas não façam barulho vou trazer bolo
J: bolinhooooo
**um tempo depois...
Gt: *acorda
hmmmm
*olha pra frente dele e tem um bolinho com "12" em velas
H, L, P, Ne, Ay, Du, J: surpresaaaaaa
Gt: hum?
H: a gente soube que hoje é seu aniversário, então a gente decidiu comemorar!
Gt: serio?
{a personalidade do Guilt é super tranquila perante a tudo, mas como ele não conhece ninguém e ainda tá meio tonto por causa do feitiço da Duda, €.}
Gt: então vamo comer
**todo mundo: ITADAKIMAAASUUU
**tempo depois
Ay: obrigada por terem feito algo aqui, foi bem legal
alegrou minha noite
L: nao foi nada, cara dama.
Ay: eu sinto algo familiar em você
L: O QUE sera que eu sou bonitão?
Ay: meh acho que não tchau gente!
*fecha aporta
L: Hmmmm. ;-
Gt: então... agora vocês vão... embora..?
*olha pros 6 na luz da lua minguante
Gt: sabe.. foi tão daora e eu nunca tenho nada pra fazer... além de fugir
H: sabe... as pessoas se despedem, e as vezes se encontram de novo
Gt: ...
Ne: ...
por que você não vem cm a gente?
H, P, L: hummm?
Ne: sabe, pode ser legal a gente descobrir o que esse amuleto aí faz e se ele pode ser útil nas batalhas
você pode ser um baita de um guerreiro
L: ela tem razão
P: olha só
H: faz senrido
Gt: ...
eu irei!
eu entro pro grupo de vocês
Ne: aí eu vi vantagem
H: :)
e voce, john?
vai com a gente também?
J: ah cara...
*olha pra trás e vê a Duda
... eu tenho lugares a visitar mas... digamos que a gente faz parte do time
H: tudo o que eu queria ouvir
**colocam as mãos no meio
Ne: sabe.. eu tô enjoada desse negócio de ordem
eu acho que mancharam demais essa coisa aí e nos devíamos levantar nosso próprio império
H: tipo o que?
Ne: sabe... nós causamos uma tempestade aí...
e vocês sabem que tempestade de neve é nevasca né?
(claramente quer o nome dela no grupo)
H: hummm que tal Blizzard?
Ne: Blizzard? soa daora
*coloca a mão no meio
Blizzard.
H: *coloca a mão também Blizzard
P: *coloca a mão Blizardo
L: *coloca a mão
Blindado.
J, Du, Gt: *colocam a mão
Blizzard.
Ne: então tá decidido.
H: sim. *levantam as mãos
...
.. NO PRÓXIMO EPISODIO DE NAJIYU:
EP 11 - Descansamos!...Ou não. Lily, Xiulabi e Kanix!
☘️
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2020.09.17 01:37 Denin1x Se não é depressão é quase isso

Hoje eu dormi a tarde, poucas vezes eu faço isso, e nas vezes que eu faço ou eu tô muito pra baixo ou eu tô exausto mesmo. Eu não fiz nada o dia inteiro, tinha marcado na agenda de estudar, não sei, não tô com vontade.
Também não quero sair de casa, as pessoas me olham estranho, não sei se é porque sou negro ou feio, talvez um pouco dos dois, meus amigos me chamam e eu invento sempre uma desculpa pra não sair. Meus amigos são mais bonitos que eu, sempre ouço as meninas elogiando eles e eu nunca fui elogiado, não cobro, talvez eu seja realmente feio e elas não querem mentir, tudo bem. Eu já estive na listinha dos " top meninos mais feios da sala ", poxa, se eu pudesse eu não seria feio, quem vai querer isso pra si? Eu não pedi pra nascer assim, eu até já me peguei querendo estar no corpo do meu colega branco, dos olhos verdes, cabelo loiro, ele se vestia bem, era bonito, tenho que admitir. Mesmo com isso tudo eu não me acho feio, eu até gosto de mim, da minha aparência, mas eu não posso dizer o mesmo das outras pessoas, deve ter um motivo pra sempre que vão falar o que acham de mim cortarem o assunto né. Sei muito bem que eu não devo ligar pra o que pensam de mim e tals, mas poxa, todo mundo pensa assim? Então deve ter algo errado né.
As vezes eu não consigo sair de casa, quando chego na porta, percebo que tem muita gente, vão me ver, ver minha feiúra, eu dou meia volta vou pro meu quarto e deito na cama, digo que não vou sair, sei lá, invento algo na hora.
Quando eu acordei hoje a tarde me veio uma sensação estranha, já tinha sentido isso antes, me veio uns pensamentos do nada, do tipo: — cara, já escureceu, eu tô dormindo, deitado, tô quase que nem um moribundo, não tô aproveitando a vida, se bem que eu sou um merda, não tenho mais muito papo, acho que notam quando eu vou rir pra simpatizar e o riso sai todo forçado, labios tremendo como se fosse chorar, por isso o papo morga na hora e a conversa acaba.
Sei que tudo isso é minha culpa, meu pensamento e minha baixa auto-estima, mas cara, é algo lá no fundo, não existe mudança de rotina que mude, eu nem tenho mais aqueles pensamentos de morte ou algo do tipo, gosto da minha vida, mas talvez assim seja pior, viver uma vida sem aproveitá-la, como uma criança muito pobre que olha um tênis bonito que ele tanto deseja na vitrine de uma loja.
Eu já sumi da vida de várias pessoas, nunca acredito que alguém goste realmente de mim, e mesmo que fosse verdade, o que eu faria? Eu só faço merda com quem eu gosto, é melhor me manter afastado.
Falando em vida, eu já não vejo mais graça nas coisas, piadas que meus amigos fazem eu rio pra não sair como chato, não gosto mais de fazer fofoquinha sobre outras pessoas, falar sobre relacionamentos, metas, estudos, sei lá, nada mais tem graça. Eu até tenho alguns sonhos mas fico pensando as vezes eles perdem o sentido, tipo, por que eu quero trabalhar? Tá, é pra fazer coisas que gosto, mas por que fazer algo que eu gosto? A vida só é isso? Manter a cabeça ocupada com coisas que gosta até que uma hora você morre?
Eu gostava de quando era criança, parece que tudo tinha mais cor, mais brilho, o sol parecia estar sorrindo pra mim, quando assistia os desenhos eu parecia estar naquele mundo, emoções intensas, paixões. Hoje nada disso tem graça, como se tudo tivesse perdido o brilho, como se eu tivesse fazendo hora extra na terra, o sol morreu, desenhos nem tem mais graça, não sinto mais aquela paixão por alguém, e dizem que eu sou frio pra caramba.
É como se eu tivesse sabido a história de um filme sem assistir, não vai ter o gosto de mistério, eu sei como acaba, 7 palmos a baixo da terra no cemitério da cidade.
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2020.09.16 02:26 CuzcuzComAveia Não suporto mais pessoas e principalmente o meu pai, dizendo que sou triste

É uma merda. Já cansei de passar por uma situação como essa, teve uma vez que eu fui comprar bebida numa lanchonete e o atendente falou que eu pareço triste, outra vez estava andando na rua normalmente e veio uma menina de bike e voltou até mim pra perguntar se eu precisava conversar pois pareço triste, na van, na sala de aula...
O meu pai principalmente, a mente dele deve achar que eu estou triste 24 hrs, é coisa de me perguntar toda hora se eu estou triste e não estou inventando isso, parece até que ele joga num bingo pra acertar quando estou triste.
E eu NUNCA estou triste quando sou perguntado, e mesmo se estivesse eu jamais me abriria pra qualquer estranho, posso contar nos dedos as vezes que chorei ou desabafei algo pra alguém, a última coisa que eu quero quando estou triste é alguém pra me dar tapinha nas costas e me fazer falar um monte de bobagem.
Eu não sou esse tipo de pessoa que desaba com qualquer coisinha, eu já suportei mais dor do que a maioria das pessoas e nunca desabei por nada, reconheço meus limites mas também reconheço minha força interna e essa eu tenho de sobra. Não, eu não estou triste porque a minha crush não me notou, ou porque existe uma quarentena, ou porque me lembrei de algo triste ou porque eu vi um filme tristinho, eu não estou triste, eu não quero de forma alguma conversar e eu queria poder falar isso em alto e bom som pra qualquer pessoa que me diga que eu pareço triste, até mesmo pro meu pai.
Bem, já que eu não posso gritar com o meu pai ou com qualquer pessoa toda vez que me fazem uma pergunta idiota, melhor é fazer um desabafo desses e gritar comigo mesmo internamente. Alias eu prefiro tomar um soco na cara do que ter que ouvir que eu pareço triste, me poupe.
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2020.07.30 13:25 AerialFriend Tenho quase certeza que o consumo de pornografia me manteve virgem

Bom, meu primeiro contato com o assunto sexo foi aos 8 anos, e da maneira errada. O que fez com que eu começasse a consumir pornografia muito cedo (10-11 anos) e eu nem preciso dizer o quão problemático é alguém tão jovem assistir à esse tipo de conteúdo né.
Isso, obviamente influenciou muito na minha relação com mulheres e na na forma como eu via e entendia o sexo, uma forma totalmente distorcida. A questão é, mesmo que a pornografia cause fobia social, o que é péssimo pra alguém muito tímido naturalmente igual à mim, eu nunca fui o "pega ninguém".
Nunca fiquei muito tempo sem beijar, e era até relativamente fácil conseguir beijar uma menina, eu me considero bonito e nunca fiz muito esforço pra me relacionar com alguém mesmo de forma casual, mas nunca consegui chegar lá, na última etapa, mesmo tendo várias oportunidades.
É como se eu não conseguisse me sentir pronto de maneira alguma, e com medo, por saber que o sexo não ia ser igual a pornografia que eu estava tão acostumado a ver. Inclusive, uma das épocas que mais consegui me relacionar bem com garotas e onde mais cheguei perto de transar, foi justamente o ano que consumi menos pornografia.
No final das contas, tenho 20 anos e o máximo de qualquer atividade sexual que consegui foi ganhar um fap fap, e chupar os seios de uma mina. Não importa o que digam, que cada um tem seu tempo, e que uma hora acontece porque todos estão destinados, isso é papo furado! Não importa se você é um cara bacana ou um fudido completo, por mais que exista uma louca pra te dar em algum canto do mundo, não fique sentado esperando que isso vá acontecer, porque não vai. Determinismo biológico ou destino não fazem sentido nessa questão, chegar aos 20 anos virgem é frustrante e estranho sim.
Não estou dizendo que a culpa de ainda ser virgem é somente e apenas da pornografia, mas que meu vício nela foi um fator principal. O que vocês acham? Estou pirado ou isso faz algum sentido?
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2020.07.22 00:22 sonic_star_2 só queria amor verdadeiro bicho :c

sla, nos últimos dois dias eu tava raciocinando aq, refletindo sobre meus namoros e amizades, e sla cara, eu sinto q nunca fui amado de verdade mesmo por alguém, sla. Eu sempre gostei de algumas meninas, mas sempre era rejeitado, nunca dava em nada, e eu via elas gostando de outras pessoas e ficava sla tipo "Poxa, qq eu n tenho q eles tem? ;-;", mas eu nunca me preocupei muito com isso, só q de uns dias pra cá eu venho ficando meio triste por causa disso, ver os meus amigos com suas namoradas e ver q eles tão super felizes juntos, agora pouco mesmo eu vi o status no whatsapp da namorada de um amigo meu dela postando coisa dos dois, e tipo, os dois parecem se gostar muito, e isso é recorrente, não é só com eles, é com tipo, 80% dos meus colegas tlgd. Qnd eu vejo essas coisas eu fico ao mesmo tempo feliz e triste, feliz pq eu adoro amor, eu fico tranquilo e feliz por eles qnd eu vejo q as 2 pessoas se amam e combinam, eu fico feliz vendo meus amigos com as namoradas deles e vendo q a coisa tá fluindo bem, e tal (inclusive com casais de filme de romance eu sinto a msm coisa ;-; Sing Street é o apice até hj ;-;), só q ao msm tempo eu fico triste pq eu nunca achei uma "namorada como a deles", basicamente todos meus relacionamentos foram curtos e/ou uma bosta, só se salva no máximo uns 2, tanto por que não tinha química e tal entre a gnt, ou pq deu merda no namoro q tava indo tão bem (visto meus posts antigos), ou por que a garota não gostava realmente de mim. Sla, vendo tds meus amigos com as namoradas deles que realmente tem carinho por eles, são fofinhas, atenciosas, postam coisa sobre eles, e eu sempre senti falta disso nos meus relacionamentos... Eu só queria uma menina que quando eu tivesse triste chegasse e perguntasse se eu tava bem, uma garota que tem disposição, me chamasse pra fazer as coisas, tivesse o mesmo animo q eu tenho, pq sla, tds meus relacionamentos parece q eu tinha q conquistar a pessoa, inclusive qnd elas msm me pediam (q foram no máximo umas 2 vezes por sinal).
Eu só queria ter alguém que fosse carinhosa, que eu realmente gostasse, e que ela realmente gostasse de mim, que fizesse as mesmas coisas que as namoradas dos meus amigos fazem que eles se sentem especiais, pq eu sempre fui carinhoso com todas elas, mas o contrário eu nunca consegui experimentar, sla, nunca me senti amado de verdade com ngm. Meus pais falam q do jeito q eu sou bonito eu posso escolher qm eu quiser, mas eu sei q n é assim q funciona as coisas, pra mim é super difícil arranjar alguém... Inclusive uns 4 dias atrás eu conversei sobre me sentir meio estranho por esses dias, e ela falou q provavelmente é falta de alguém que gosta de mim, falta de uma namoradinha pra conversar e tal, lá no fundo até ela sabe vei q eu n consigo ngm ;-; e ninguém nunca gostou realmente de mim, tds estavam interessados em outras pessoas e tal, eu to chorando, desculpa, eu só queria alguém que me visse como especial, eu só queria completar a vida de alguém, igual os meus amigos, eu queria alguém que fizesse tanto por mim quanto eu faço pra ela, ou inclusive mais, sla, eu to falando com umas pessoas diferentes e tal, mas fica num chove-não-molha e sla, parece q se eu for ficar com alguma delas vai ser a msm coisa, Eu q vou ter q conquistar elas pra dps ficar nisso de sla, eu ter q agradar e dps de um tempo td acabar e ver q n era amor de verdade e tal. Só queria alguém q sla, n sou só eu que preciso ficar mandando coisa, inventando assunto, fazendo carinho, enquanto ela só recebe, eu queria uma namorada igual dos meus amigos, que é tão carinhosa quanto eles, e dá pra ver, eles n tem vergonha de andar de mão dada em público por exemplo, nem de assumir que se amam. A vontade que dá é de só desistir, apagar todos os meus contatos que eu to falando agora e só sumir, parar de tentar, meus amigos mais proximos pelo menos são quem deixa minha sanidade no chão, e enquanto eu tiver eles eu sei q eu vou ter um porto seguro, isso as vzs me leva a pensar q qnd eu to com eles eu não preciso de mais ninguém, eu me sinto completo com eles, eu sei que eles são meus amigos, mas sla, se eles fossem pessoas q eu gostasse, e compartilhassem do msm sentimento q o meu, e fossem garotas (pq eu sou hétero), seria a coisa mais perfeita do mundo. Por esses dias inclusive eu entrei no omegle de noite e uma garota gaúcha de 17 anos tava mt triste com o namorado dela pq ela desconfiava q tava sendo traida, e q ele tratava ela meio mal, até o ponto que ela me perguntou "Mano, me explica por favor, por que vocês, homens, não gostam de meninas chiclete? que perguntam como você tá, que pensam em ti toda hora e estão apaixonadas? meu namorado ameaça me deixar por isso", a única coisa que passou na minha cabeça na hora foi "COMO QUE UM FDP DESSES FAZ ISSO COM UMA MENINA SUPER GENTE FINA COMO ELA? KRL, TUDO ISSO Q ELA FALOU Q ELE ODIAVA É TUDO Q EU MAIS QUERIA, PQP". Aiai, vou pegar um lenço pra limpar minhas lágrimas ;-
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.06.03 01:25 epilef_backwards Sobre Boku no hero e shounens.

Um objetivo sem planos é chamado de delírio.
Um dos desafios ao revisar um shounen é entender até que ponto podemos relevar certas coisas tendo em mente que o anime foi feito apenas para vender. A história é bem óbvia: os shounens explodiram na época de 90 com Naruto, DBZ, CDZ, bleach, entre outros, fato que fez que muitos outros shounens começassem a serem lançados seguindo os princípios dos que estavam em alta. Isso significa que, embora os primeiros shounens famosos já usassem clichês, tais clichês ainda não eram clichês no mundo dos animes porque não haviam tantos animes que o usassem. Em outras palavras, é por causa do sucesso estrondoso desses shounens que boa parte dos seus sucessores utilizaram as suas principais características (personagens piadistas, tramas simples porém que podem ser prolongadas por tempo quase indeterminado, personagens secundários aparecendo basicamente todo episódio e todos os demais clichês do gênero). E isso fala muito sobre o problema geral desse tipo de anime: essencialmente, 90% deles possuem os mesmos elementos narrativos e se diferenciam apenas pela maneira como eles desenvolve (ou não) esses elementos. É claro que existem elementos básicos para o anime ser considerado do gênero, porém obviamente não são desses que eu falo. Existe a possibilidade de fazer um shounen sem se importar apenas com combates (usando poderes mágicos ou nao) escatológicas (dicas pessoais: fullmetal alchemist brotherhood, Hunter x Hunter, Noragami e Haikyuu!!). É claro que nem todo anime de shounen vai ser um transformers em versão de anime, no entanto, ninguém se refere a shounen como sendo no sentido de "ser feito para adolescentes". Ao menos neste texto esse sentido real não será utilizado.
E falando sobre shounens, o texto que está sendo escrito irá comentar sobre um dos mais famosos dos últimos 10 anos: Boku no hero academia. Bem como os demais textos, vou trazer uma visão unicamente crítica sobre o show, ou seja, o valor de entretenimento em nada conta para esse review. Vamos lá.
Bem como quase todos os shounens existentes, BNHA apresenta problemas narrativos. A premissa é a mais simples possível: pessoas começaram a nascer com poder do nada e, nos dias atuais, quase todos apresentam poderes. Quase todos, claro, excluindo o protagonista, o qual mais do que qualquer um sonha em ser um herói (mesmo que sem poderes). Essa trama não é de nenhuma maneira inovadora ou brilhante, contudo, cumpre com o papel com o "potencial para infinitos episódios" que eu mencionei acima. Tampouco não somente o anime não inova de maneira nenhuma no que a trama como ele não inova no uso dessa trama. Simplesmente temos o personagem mais clichê possível com o desenvolvimento mais clichê possível dentro da trama mais clichê possível. É importante ressaltar, antes de ir mais a fundo no show, que sim, eu sei que a primeira temporada é mais lenta e com menos clímax do que as demais porque os produtores pensaram em continuar a obra, porém isso não serve como desculpa para nada. Um anime com previsão de ter uma segunda temporada é diferente de um anime separado em 2 cours. É claro que eu não analiso somente a primeira parte de Asterisk war, porque justamente a história foi separada em dois apenas para condizer com o tamanho padrão dos animes. No caso de BNHA, as temporadas são independentes e, portanto, podem ser analisadas de maneiras individuais. E sendo bem sincero, nem considerando que ele foi dividido em dois eu consigo ajudar muito esse show.
Contudo, o início do anime engana bem o espectador. Por alguns episódios eu realmente acreditei que poderia presenciar um shounen mais focado no significado de ser um herói ao invés de um plot completamente rushado, sem graça e, novamente (sim, eu vou repetir muito essa palavra), clichê. Essa animação minha, por assim dizer, veio por duas principais razões: o bom trabalho de criar um laço entre o espectador e o personagem principal e o potencial de unir a ideia de "o quê significa ser um herói" com o fato de o All Might apresentar esse tipo de pensamento.
O primeiro ponto foi o melhor trabalho da obra. Rapidamente somos ambientados à vida de Midoriya e o seu sonho de ser um herói. A direção faz um trabalho sagaz no uso constante de flashbacks ao invés das exposições baratas comuns do gênero. Mesmo que seja um passado comum a esse tipo de personagem, compramos os sentimentos do Midoriya como sendo os nossos e isso faz que, mesmo no primeiro episódio, já torcemos pelo personagem. Contudo, essa empolgação acabou com o "treino" dele, mas já irei falar sobre esse "treinamento".
O segundo ponto foi algo completamente desperdiçado pela obra (ao menos na primeira temporada). Isso porque a filosofia do "ser um herói" é o que mais apresenta potencial nesse tipo de show, e isso poderia ser muito bem trabalho pela visão do All Might ao longo do treinamento do personagem principal, sobretudo porque ele mesmo aparenta ter uma visão diferenciada sobre o que significa ser um herói. Infelizmente, o anime não aproveita esse potencial e corre às cenas clichês de escolas de heróis e o usual rush no plot.
Lembram do treinamento? Eu costumo pensar que a qualidade de um shounen é definida na atenção dada ao treinamento do personagem principal (ou ao que quer que seja que desenvolve e aprimora os poderes do personagem principal). Se o anime utiliza o treinamento só como formar de fazer piadinhas e tiradas do protagonista tendo problemas no treino e esquece do que realmente significa um treino para um herói, existem consideráveis chances do anime só permanecer no básico do básico do gênero. Isso porque a maneira como o roteiro lida com o desenvolvimento do personagem mostra muito da maturidade (ou falta dela) do roteiro. Em outras palavras: se o roteiro não se importou com a parte mais rica e com maior potencial de desenvolvimento, ao menos inicial, do personagem, muito provavelmente ele não vai se importar com esses fatores no resto do show. E é exatamente isso que acontece em BNHA. O treino do Midoriya é utilizado para dois principais fatores narrativamente falando: para ele conseguir chegar em um ponto no qual ao menos possa utilizar parte dos poderes do All Might e para nós, espectadores, criarmos um vínculo com o personagem, já que o mesmo está se esforçando e se provando a cada dia. O problema é que é impossível haver uma seriedade e uma ligação entre nós e o personagem se o roteiro e a direção colocam uma piadinha a cada 15 segundos e, inclusive, em cenas importantes do ponto de vista da formação da conexão entre nós e o Midoriya. Além disso, essas piadinhas completamente desnecessárias desmoralizam o personagem e nos fazem pensar mais que ele é apenas um chorão do que alguém que passou por um treino intenso durante 10 meses. E você, leitor, sabe o motivo? O motivo é o principal problema envolvendo a evolução dos personagens em shounens: eles só desenvolvem músculos e habilidades. Quero dizer com isso é que não existe apenas transformação física. Um treino pesado e focado cujo objetivo é alcançar o seu sonho como o praticado pelo protagonista NECESSARIAMENTE altera a sua maneira de pensar, a sua maneira de agir e quem ele realmente é. Isso se chama ser humano, isso se chama ser um bom personagem. No entanto, o que acontece em 98% dos casos é que o protagonista passa por um treino intenso e que envolve N emoções e ele não muda em nada, ele continua como sendo alguém que ao olhar para o primeiro monstro fica como um covarde. Ora, o maior desafio da vida dele ele já enfrentou. Como pode o mesmo personagem que retirou motivações de canto nenhum, que lutou meses/anos em um treino sobre-humano, que teve que encarar suas frustrações e seus medos de frente continua sendo uma completa criança? No caso de BNHA, Midoriya é treinado pelo maior super herói de todos os tempos, o qual mais é usado pelo roteiro como Deus Ex-Machina ambulante e como fonte de piadinhas completamente estúpidas e irritantes, e em nada apresenta uma mudança de pensamento, atitude e em sei psic. Isso acaba com os dois pontos positivos citados sobre o início da obra. Se, em primeiro plano, isso problematiza a relação entre nós e o protagonista ao não humanizá-lo, em segundo plano temos que o potencial do All Might trazer uma filosofia diferenciada sobre um herói é apagada porque o maior herói da história é uma criança. Porém, o treinamento do protagonista é só a parte superior de um iceberg.
Logo após o treinamento dele acabar, temos o teste de admissão da principal academia de heróis e os acontecimentos dentro da academia. É claro que as situações que levam o protagonista a conhecer seus amigos são as mais clichês possíveis (sim, tem aquilo do protagonista tropeçar e conhecer a menina. A única diferença é que ao menos tiveram a sensibilidade de não colocar ele caindo em cima de uma parte íntima dela) e existem centenas de convenções que me fazem parecer que alguém escreveu a história do Midoriya foi escrita para ser vend...oh, wait...
De qualquer modo, o anime segue o típico passo de um anime de escola mágica com os testes, acontecimentos aleatórios planejados pelos vilões e cenas do protagonista e os demais personagens da obra. Falando em personagens, não há nenhum tipo de inovação na personalidade e na profundidade dos personagens. Em fato, retirando o Midoriya e, entre MUITAS aspas, o seu rival Bakugou, os demais personagens são os mais planificados e simplórios imagináveis. No entanto, o roteiro apresenta um ímpeto inexplicável de tentar dar importância a todos os demais estudantes da classe do protagonista, fato que impede que possamos ter tempo para os personagens que realmente são importantes para a trama. Sendo bem sincero, depois dos primeiros dois episódios, o que o show apresenta consiste exatamente em: 2 episódios do treinamento desperdiçado e a entrada do Midoriya na academia + 5 episódios de absolutamente nada, nenhum desenvolvimento de personagem, nenhum aumento de tensão da trama com a inserção de qualquer perigo e muito menos qualquer tipo de discussão mais profunda sobre o "ser um herói" + 3 episódios de um vilão completamente sem graça, não ameaçador e uma luta na qual o All Might ganha na base do grito. É, é literalmente isso o máximo que o roteiro conseguiu fazer. O único ponto de desenvolvimento de personagem foi o Midoriya deixando de ser um completo chorão de um momento para o outro porque o roteiro precisava que ele fosse minimamente corajoso para enfrentar a Liga dos Vilões nos últimos episódios.
Comentando sobre esses últimos 3 episódios, eles falam muito sobre a obra e sobre os shounens no geral. O plot desse anime é completamente ridículo e consiste no pior problema do show. Perceba que, até o episódio 10, o anime progrediu um pouco em termos de trama e, embora tenha sacrificado o ímpeto dos primeiros dois/três episódios, conseguiu manter um clima convidativo e clássico dos shounens. Até aí, era apenas mais um shounen comum. No entanto, mesmo os shounens mais descuidados e de baixa qualidade conseguem preparar minimamente o seu plot e se utilizam de vilões minimamente desafiadores. O que tivemos em BNHA foi uma ausência da preparação do desafio da série e a sua repentina aparição como algo que promete que vai dar trabalho, porém, quando vamos ver, já apanhou feito cachorro de rua. Isso porque o roteiro "apresenta" o "vilão" da temporada da maneira mais patética imaginável. Quer dizer então que a melhor escola de heróis do país permite que um indivíduo exploda o portão dela, permita a entrada de dezenas de pessoas da mídia e o diretor do colégio termina o último episódio com um rostinho feliz dizendo que todo mundo fez um bom trabalho? Ou então que literalmente um cara coberto de mãos/uma criatura gigantesca com o cérebro para fora/quem quer que seja que tenha destruído a porcaria do portão não foi em nenhum momento questionado pela própria mídia? Ou então que literalmente o mesmo cara que destrói o portão consegue tantas informações sobre o colégio que sabe a hora exata em que sua vítima vai estar em certo local e não há nenhum tipo de suspeita de espionagem ou de conspiração contra a instituição? Que tipo de maior escola de heróis é essa que sequer se preocupa com a sua segurança e permite bandidos entrarem nela sem nenhum tipo de resistência? Mas relaxe, tem coisas piores que essa. Uma delas é a cafonice do vilão. Sem nenhum tipo de profundidade ou motivação real, ele só não é comparável com os seus capangas porque esses lembram aqueles que eram presentes nas animações americanas da década de 60 e só servem de saco de pancada para adolescentes com os poderes mais aleatórios e inúteis imagináveis (sério que trocentos vilões perderam para uma garota que tem um plugin no calcanhar e outra que cria uns pedaços de ferro do nada? Me poupe...uma coisa são os vilões perderem para o garoto do gelo, outra completamente diferente é uma cacetada de vilões que fazem parte de uma Liga de Vilões perderem para um moleque de 15/16 anos que tem um rabo de pelúcia...). Na realidade, eu sequer sei o motivo de estar falando sobre profundidade e motivação dos vilões quando o anime nem nos apresenta devidamente quem eles realmente são. Há o narrador dizendo os aspectos mais básicos possíveis dele e ponto, isso é tudo que sabemos dos vilões da primeira temporada.
Porém, se os vilões patetas já eram um problema, o anime consegue selar o seu plot como algo completamente abominável ao utilizar todos os possíveis e imagináveis clichês envolvendo um herói vs alguém mais forte que ele. É exatamente isso que você pensou: o herói do dia (que, ao menos, o roteiro teve o mínimo bom senso de não colocar como sendo o Midoriya) ganha força do nada e transcende a natureza humana para derrotar um adversário muito mais forte que ele, algo que, definitivamente, não foi feito já em outros 10 mil casos de animes shounens e que com certeza não se configura como um claro momento de falta de criatividade do roteiro. E o pior: diferentemente de Kimetsu No Yaiba, aqui apenas a música salva. Na realidade, eu devo dizer que 80% do meu envolvimento emocional nas partes mais "épicas" do anime se deu pela You Say Run. Essa música é simplesmente muito boa e ela literalmente carrega o plot pateta do anime nas costas.
Veredito
BNHA é mais um dentre os milhares de shounens que mais fazem coisas erradas do que acertam. O que mais me deixa chateado nessa caso é que, ao contrário da maioria dos animes de escolas, BNHA consegue fazer o espectador entrar na história do protagonista, o que deveria ser o ponto de ignição para um anime de ação diferenciado dos demais. Infelizmente, após os primeiros 50 minutos dentro da história, o show caí em todos os clichês de gênero imagináveis e termina com um plot completamente patético, previsível e sem nenhum tipo de conexão à trama e às discussões que o anime poderia ter trazido.
Se você é uma pessoa que gosta de shounens, não há nenhum motivo para você não assistir BNHA; pelo contrário, BNHA é exatamente tudo aquilo que pessoas que gostam de shounens querem ver: personagens engraçadinhos, músicas boas, uma filosofia de fundo que aparenta ser profunda e porradaria. No entanto, se você, assim como eu, se encontra um pouco saturado de shounens, não perca seu tempo assistindo Boku no hero academia, pois ele é exatamente o motivo de tal saturação.
Notas individuais
-Roteiro: 3
-Direção: 4
-Animação: 7
-Trilha sonora: 8
Nota final: 4,5.
Review escrita dia 2 de junho de 2020.
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2020.05.25 22:55 GreenDayTodayEver Talvez um pedaço da minha história ajude alguém

Galera, há um tempo eu queria escrever uma série de conselhos que desenvolvi durante a vida, em episódios que vivi. Hoje com quase 40, bem casado, posso talvez dar algumas dicas. Me machuquei muito na vida, mas a vida começou mudar quando entendi certas coisas e principalmente quando comecei a me importar mais com as pessoas sem querer nada em troca.
1 - Ache a sua turma e entenda: vc pertence a ela
Quando eu era criança, sofria bullying na escola, todos meus amigos me chamavam de gordinho, eu não ligava e mostrava o dedo do meio para eles. Era ruim de futebol, mas mesmo assim me enturmava com outra galerinha que gostava de mim, que tinha gostos parecidos e foda-se o resto. Sim. Isso machucava porque as pessoas que eu pensava que eram bacanas, não eram.
2 - As expectativas podem te machucar muito
Sempre fui feio. Para falar a verdade, horrível. Até hoje me olho no espelho e falo: cara como tu é feio pra kct e pergunto para a minha mulher: como vc foi gostar de mim assim? Ela ri e me acha o cara mais lindo do mundo, e isso que me importa. E ela é a mais linda para mim e acabou.
Mas curiosamente eu levei diversos foras quando adolescente. Lembro até hoje quando me apaixonei por uma garota e ela me disse exatamente assim: Cara vc é feio pra caramba, vc só sabe tocar guitarra (eu tinha uns 17) vc acha que será alguém na vida? Eu fiquei sem dizer nada, enfiei a viola no saco, como diz o ditado popular e fui embora para casa chorando que nem um bobo com uma roupa nova da bad boy que tinha acabado de comprar com minha mesada e meses que guardei grana para um Rebook Pump só para ficar bonitão e me declarar para ela. (Edit com esse detalhe)
3 - Cuidado com as pessoas que te humilham por vc ser pobre (ser pobre não é para sempre)
Na cidade pequena onde nasci, eu frequentava uma igreja medíocre que existe até hoje, que tinha pessoas "ricas" da cidade. Até hoje, continua a mesma bosta. Não sabem o que é amor ao próximo e continuam "seletivos". Pessoas daquela "casta" sempre humilharam os mais pobres e classe média. Isso incluiu minha família e eu. Não era pobre necessitado na época, mas minha família era de classe média. Meus colegas viviam dizendo que iam para a Disney etc e contavam e contavam como era lá e me traziam um lápis com uma borracha só, mas eu ficava com vontade... Eu não podia ir, meus pais não tinham como pagar, era tempo de vacas magras e, como se não bastasse, tinham falido.
Todos sem exceção tiravam sarro e me humilhavam de graça. Tinha 1 ou 2 amigos de verdade naquela época dentro daquela MERDA DE IGREJA. Hoje eu sei a REAL definição de igreja. Depois no final vcs entenderão.
4 - Não seja o bobo que compartilha conhecimento de graça
Descobri uma grande vantagem no ensino médio: por conta dos meus problemas eu era vagabundo para estudar mas inteligente. Então, percebia que as menininhas bonitinhas e os carinhas populares queriam material de aula para "copiar" minhas notas de aula, exercícios, tiravam dúvidas. Eu não perdoava, mandava a merda e não compartilhava, porque como adolescente, eu via meu pai falar de sucesso, de coisas que vc deve ou não compartilhar e que as pessoas vem sorrindo para geralmente pedir. Me tornei um cara amargo mas ainda inexperiente na vida e as vezes até imbecil no trato com as pessoas. Só não queria me machucar mais.
5 - Seja o melhor. Sempre há tempo. Mas não humilhe ninguém.
Quando entrei na faculdade decidi que a vagabundagem iria me deixar. Conquistei 5 amigos que eram fodas. A gente era a elite da turma no sentido do conhecimento. Não perdoávamos as outras panelas. Nós éramos os Ramones da computação hahahaha. A gente era foda. Só tirávamos notas fodas. Eu tinha amigos DE VERDADE, perdi dois por câncer já. Uma pena, mas, a gente mostrava que estava ali para estudar. Eu era feio, mas as meninas me amavam porque eu era foda. Eu era inteligente, só tirava 8, 9 e 10. Não me formei com nenhum 5, não tive uma DP e fiquei em exame só uma vez numa baita universidade. Mas minha tristeza com as decepções do passado da adolescência me fizeram ficar esperto com as mulheres.
Tratava todos bem. Ajudava a galera e quanto mais ajudava, eu não sei exatamente o que acontecia mas as coisas davam certo para mim. Ajudava todos.TODOS sem exceção e me tornei menos amargo e mais altruísta. Meu apelido entre os maldosos era o bom samaritano, porque os caras falavam: lá vem o crente que não vai em baladas e é mala. Mas não ficava falando de evangelho nada disso. mas minha vida era levada a sério. Só. Eles percebiam que eu estava ali para tentar mudar de vida e não para perder tempo.
6 - Não tenha vergonha de quem vc é
Eu tinha arrumado um estágio no segundo ano da faculdade já. Mas eu teria que ir de carro ... falei para meu pai: e agora pai? fodeu? Eu era quebrado... ele comprou um corcel 2 para mim, velho. Todo ferrado. Demos uma reformada no bicho mais ou menos porque meu pai não tinha dinheiro para comprar um carro melhor. Eu chegava para estudar no inverno de corcelzão vermelho hahahahaha com insulfilme g5 (única coisa que eu tive grana para colocar para não pegar sol na cara) e um rádio pionerr que um amigo da faculdade me deu... e parava ao lado do carro do meu melhor amigo que tinha uma caminhonete da Dodge vermelha que dava para comprar uns 20 carros iguais o meu. E esse cara, grande amigo meu, foi um anjo que Deus colocou na minha vida. Ele falava assim: cara, vc é demais cara, vc é o irmão que não tive, cara vc é foda, vem de corcel todo dia, pega pista, porra cara vc é corajoso (tudo era necessidade) e ele era bom de coração demais para mim.
A gente fazia nossos churras, eu me lembro uma vez que cheguei em um dia de inverno tom o vidro aberto, ouvindo Ramones dentro do corcel ahahahahah e a galera ficava hahahahaha tipo: porra quem é esse cara idiota, nossa que besta, de corcel aqui na faculdade? Credo... essa faculdade tá perdendo o nível.
7 - As oportunidades certas na hora certa
No segundo ano da faculdade, conheci minha esposa! claro tínhamos só 20 anos hahahaha. Minhas notas melhoraram ela me jogou para cima. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Conheci ela e começamos a namorar. A minha vida ficou boa e eu estava assim meio ansioso, mas, deixei a vida rolar. Resumo? hoje estamos há 18 anos juntos :-) hahahahahah lembro até hoje quando ela pegou na minha mão dentro do corcel e falou: vc é tão gatinho e inteligente hahahahah (gente eu sou mais feio que o corcel hahahaha), mas, foi assim demais e lembro de cada detalhe.
Conselho: não tenha medo, as coisas acontecem na hora certa. Acredite.
8 - Sendo correto, tudo dá certo
Eu e meus amigos não colamos durante a graduação inteira. Nunca.
Foi tudo uma beleza, todos nós nos formamos! Todos nós demos certo na vida. Todos nós queríamos o bem das pessoas, todos nós estamos casados com as namoradas que conhecemos na época de faculdade e todos nós tivemos ou temos empresa, todos nós JÁ PASSAMOS POR MUITO SUFOCO (nem tudo foi fácil). Um dos meus amigos foi assaltado, tomou um tiro e está vivo. É... galera... vários sufocos.
Com exceção de 2 que tiveram câncer que infelizmente fazem falta pra caramba para nós. O resto está bem, a gente se apoia a gente se importa e a gente sempre faz o bem a quem puder.
9 - Não ligue o foda-se em situação nenhuma - importe-se
Eu mudei bastante minha personalidade por conta dos traumas de infância e passei a querer o bem de todo mundo sem nada em troca e sem medo de me machucar. Porque entendi: pessoas que vem para nos causar mal, estão causando mal a si mesmas. Eu vi muito cara da cidade onde nasci passar necessidades e era o popular da escola, o bonzão. Uma pena. A vida muda, a vida escolhe quem presentear.
Passamos perrengues juntos. Perdemos pessoas queridas, mas éramos fodas juntos. Um ajudava o outro, estávamos ali. Ninguém abandonava ninguém. Até hoje, somos confidentes. Uns estão melhor que outros financeiramente (mas nós mesmos sabemos que isso não importa porque ninguém mudou), mas somos todos iguais e nos ajudamos sempre. Já teve um amigo nosso que perdeu emprego agora na quarentena e estamos sustentando ele e a família. É isso que somos. Unidos, uma família de verdade.
10 - Seja você e tenha seus amigos como Porto Seguro
Seja você. Se vc quer usar jaqueta do Ramones ao invés de dobrar a manga da camiseta porque está na moda para os homens, use a jaqueta. Esqueça a moda se não se importa. Seja você. As pessoas gostarão de vc pela sua autenticidade, pela seu jeito de viver. Por vc ser você! Aproxime-se de quem gosta de vc. Essas pessoas serão um porto seguro. Porque vc será autentico confiável e principalmente AMIGO. não quele coleguinha sem conversas profundas, sem conselhos e sem se importar. Nossa eu tenho tantos coleguinhas galera... é um porre... o cara dá bom dia reclama da vida, quando acontece uma coisa boa na vida dele ele não te conta. hahahahaha. Coleguinhas que querem só encher seu saco e acham que vc é uma cesta de lixo. Coisa boa não conta, mas desgraça é todo dia. É um porre.
Ame quem te ama! Procure amar as pessoas também e desenvolver laços de amizades verdadeiros. Isso demora anos, mas vale a pena.
Continuo sendo cristão, mas não naquela igreja seletiva e podre. Numa igreja que realmente faz a diferença. Todos eles Continuam com suas religiões, mas isso não importa porque nos respeitamos e somos muito amigos. Porque a amizade é verdadeira e nos importamos e convivemos bem com nossas diferenças.
Finalmente...
Enfim galera, espero que essa experiência tenha motivado vc a ser uma pessoa humana, que tenha um grupo de amigos e que se importe. Que vc não se sinta menor por conta das suas dificuldades, ou se "está pobre" vc não é pobre, vc está pobre, mas isso não é para sempre. Tenha o grupo CERTO de amigos e pessoas que gostam de vc e vc não precisará buscar "aceitação" de ninguém. Existe muita gente boa no mundo galera! Minha vida até os 18 foi uma bosta. Mas, da faculdade em diante graças a Deus muita coisa mudou! Mas eu mudei também, larguei a tristeza e parti em direção ao: fazer, ser, se importar, fazer o bem e não ligar para quem nos faz mal e pronto!
Espero ter ajudado.
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2020.04.10 18:01 notPlancha Pornografia

Teoria vinda das vozes da minha cabeça : Pornografia. Querendo ou não todos nós já vimos pornô em determinados momentos de nossas vidas, propositalmente ou não, com menos frequência ou frequentemente (André), mas no final das contas a indústria pornô está presente em nossas vidas e na vida da maioria dos seres humanos, mas não como algo pequeno com efeitos mínimos, mas sim algo de proporções colossais que interferem diretamente e indiretamente na vida de todos, e no meu ponto de vista, está e sempre causou mais danos diretos e indiretos para todos nós. Vamos começar pelo início, não sou contra a indústria pornô e muito menos quero forçar com que isso termine, pois sou liberal e não me interesso em controlar a vida de outros e muito menos quero ser controlado por terceiros, por isso se quer dar a bundinha, dá para quem quiser, filmando ou não, não estou nem aí, mas como sou um ser humano falho e me importo com as pessoas, principalmente um pouco mais com as mulheres do que com os homens (- sou mais feminista do que as próprias feministas...), sendo assim, vamos analisar um pouco os efeitos negativos que a indústria pornô causa contra as mulheres em sí (-antes de continuar, quero deixar claro que qualquer mulher que apoia a indústria pornô está se diminuindo e objetificando perante aos meus olhos...), a própria essência do pornô é machista, ou seja : uma mulher que está vendendo o seu corpo (-objeto de compra/posse ) e o homem que está a comprar esse objeto (- ter posse sobre ela ), logo já podemos perceber a superioridade que é implementada intrinsecamente para o ser masculinos e a objetificação que é colocada na mulher. E não vamos ser falsos moralistas e hipócritas, a quantidade que homens consomem pornô é enormemente superior e sem comparação para com as mulheres e até mesmo na maior parte dos vídeos que as mulheres estão " dominando " os homens, é apenas um fetiche que o próprio homem possui e o seu objeto (- a mulher ) está apenas a cumprir com as suas ordens, logo é apenas um fetiche de feminização que é usada de maneira (-pejorativa) contra a própria mulher no pornô, porque o homem está sendo tratado e representado com uma mulher (-objeto). Bom, já dito isso, claro que podem pensar que vídeo pornô é apenas um vídeo de entretenimento para públicos alvos (- específicos ) e que não refletem na vida real, perdão, mas quem pensa assim está longe de estar certo, vamos novamente desde o início, já sabendo que o pornô objetifica a mulher sexualmente perante a compreensão e visão masculina, isso causa efeitos diretos no nosso comportamento humano/animal (- sim somos animais ), mas esses comportamentos eram claramente visíveis e desmoderados na década de 80/90 onde na maior parte dos países o teatro/cinema sexual era algo completamente " normal " para os padrões daquela sociedade, se via nas entradas e nos posters desses teatros/cinemas sexuais fotos de mulheres consideradas atraentes para a maior parte dos homens, ou seja, uma sistematização de padrão (- uma preferência específica de corpo ideal ), vale ressaltar que no marketing era uma mulher (- ou varias mulheres ) a tal mulher ideal que era apresentada e não um cara que era considerado gostoso e com um enorme pênis, outro ponto importante é que o pornô em sí, desde antigamente nunca foi sobre fazer a mulher gozar ou sentir prazer (- apenas em certos casos, mas já chego lá ), mas sim para fazer o homem gozar e sentir prazer, ou seja, o pornô tinha/tem como intenção agradar o seu público alvo, logo a maior parte das posições e intensidades era apenas para dar prazer e satisfações para os homens também quererem fazer isso com principalmente prostitutas, porque como já mencionado varias vezes, elas são o objeto que irá lhe fazer tudo o que desejas, apenas por dinheiro em troca (- que leva também a outro ponto que envolve o dinheiro, pois logo que o dinheiro comprava até " não prostitutas ", isso criou apenas uma guerra para ter mais e mais dinheiro para poder se aproveitar mais e mais dessa necessidade.., maass isso já seria mais um tema que provavelmente ninguém iria ligar, pois provavelmente ninguém vai ler isso a sério até o fim...) e as boas feministas estavam lá, porque elas sabiam os efeitos que isso causava e que seria prejudicial para as mulheres, um tempo onde as feministas sabiam o que era moral e quais problemas a indústria pornô causava contra a moralidade feminina, aliás elas lutavam até contra a própria relativização que hoje apoiam, pois as mesmas sabiam que se as mulheres fossem relativizadas aos olhos de uma sociedade machista/patriarcal, elas nunca receberiam respeito adequada por serem seres humanos, mas sim o contrário, seriam vistas apenas como objetos sexuais de compra, bons tempos em que as feministas não se importavam em sair com os peitos a mostra por " igualdade ", porque as mesmas saberiam os efeitos contrários que isso traria...., mas também é outro assunto, mas isso só demonstra como vivemos em uma sociedade doente que coloca os seus desejos carnais acima de qualquer coisa. Bom, desejos carnais, vamos falar dos homens agora, conseguimos tantas conquistas (- homens/mulheres ), mas se somos realmente animais racionais e se sentimentos são reais, por que caralhos os homens colocam e arriscam tudo que possuem apenas para sentir uma sensação boa em seus orgãos sexuais, mas vamos com calma, primeiramente aos pobres, sim, esses mesmos que trabalham em part time ou full time que pagam uma miséria por exaustivas horas de trabalho, por que gastam o seu merecido e honroso dinheiro com pessoas que simplesmente não contribuem para nada além de um vício continuo de masturbação em massa que mais afetas homens do que mulheres (- nem vou entrar no ponto do aproveitamento das mulheres perante isso, nem vale a pena ), assim horas e horas perdidas, apenas para pagar pack de nudes de randons " fofinhas " da internet para se satisfazer com isso (- só troxa mesmo e o pior que isso existe em uma abundância enorme...) ou para poucos momentos de sexo com prostitutas, pois provavelmente são precoces e possuem uma pequena pilinha e já que não querem ser julgados por suas inseguranças sexuais, que nessa sociedade que preza mais no tamanho de pila e tempo de sexo do que valores éticos e morais, pelo simples fato de sentimentos carnais ou em palavras simples, ser humano sendo animal. Também temos homens casado/namorados que colocam seu relacionamento, fortunas, filhos em risco, apenas para ter um ápice de prazer por uns 6 - 12 segundos, puta merda que raiva, btw mulher também fazem isso MAS EM QUANTIDADES INSIGINIFICATIVAS (- nem vou colocar o fato de certo tipo de mulheres que nem valem a pena serem mencionadas, estou falando de pessoas simplesmente normais ), tanto conhecimento, tanto trabalho, tanta dedicação, tanto esforço, tanto sofrimento e tanto de tudo apenas para ficar se masturbando/comendo mulheres e outros, apostando tudo em apenas um prazer que sente na porra do pau, que raiva dessa merda, um dos pilares principais dessa merda de de sociedade é sexo (- e dinheiro/status ), como que as pessoas simplesmente ignoram tudo que já conquistamos para apenas pensar em objetos e prazeres carnais. Aliás digo mais, nas escolas para vocês, porque é o local mais próximo que pode se presenciar isso praticamente todos os dias, desde o quinto ano e até mais para baixo até o décimo segundo e em diante, os meninos são mastubadores compulsivos, " bla bla menina tbm faz ", sim, claro, (- ainda mais por causa da sexualização infantíl e bla bla ), mas sobre as meninas, nem chega próximo se quer a quantidade de braços direitos musculosos (André ) que estão presentes nas salas de aula, pode ter certeza que até se a menina mais " feia " (- considerado pela sociedade ) fosse oferecer foda, a maioria iria simplesmente falar que sim sem pensar se quer em qualquer merda, apenas para enfiar o seu pinto em uma vagina repetidamente sem para e para chegar ao seu ápice por alguns segundos, a maior parte dos relacionamentos nas escolas é currículo de foda, os meninos se vangloriam-se pela quantidades de beijos e fodas e quanto mais popular e " bonita " menina (-gaja k ) é, mais glória eles acumulam e tudo isso é simplesmente pelo fato da sexualização precosse que a indústria pornô causa em todos.
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2020.02.26 21:37 CommissionerTadpole Dicas em como conseguir trabalho no exterior? (Ou pelo menos como sair de uma família tóxica)

Bom dia, peço perdão em adiante pelo post extremamente longo. Esse thread é meio que uma mistura de uma pergunta com um desabafo.
Eu sou uma menina trans de 20 anos, convivendo em um ambiente não muito saudável à saúde mental; para resumir, meu pai apresenta condições bipolares e narcisistas, e morar com ele é comparável com dormir com uma bomba-relógio embaixo da cama, pois ele costuma explodir de raiva por motivos pequenos, e algumas vezes nem por minha culpa, simplesmente querendo descarregar o estresse do trabalho em cima de mim, e isso sem falar de vários casos de abuso psicológico que vêm acontecendo desde 2004. Também não ajuda que os meus pais são da moda antiga, onde a palavra deles é a Lei desde que eu esteja morando em baixo do teto deles, e falam que lívre arbítrio e independência não são um direito humano, mas sim um privilégio que eu não mereço ter.
A questão é que eles pegam isso e transformam em um catch-22; eu não tenho direito de conduzir minha própria vida pois eu ainda moro na casa deles, mas eu não posso sair da casa deles e ter meu próprio emprego pois eu não o direito de conduzir minha própria vida, já que eu ainda estou morando na casa deles... consegue ver o que isso implica? Eu já tenho qualificações para ter um trabalho que não seja de salário mínimo, pois eu fiz ensino médio em uma escola técnica federal (especificamente, um curso de informática, pois desde quando entrei já era meu sonho desenvolver meus próprios jogos), e logo sou formada como técnica de informática. Também sou fluente em inglês. Mas meu pai age como se eu não tivesse formação alguma, e sempre me ameaça a me pôr para trabalhar em um emprego de salário mínimo e péssimas condições (como pedreira, britadeira e outras do tipo) quando eu não cumpro as expectativas dele.
Basicamente, estou sendo forçada a fazer uma faculdade, queira eu ou não. Embora eu veja a faculdade como sendo algo importante, eu não consigo me ver indo bem em assuntos acadêmicos já que eu estou completamente gasta devido às pressões psicológicas que meu pai vêm pondo em mim (e o fato que minha mãe e o resto da minha família simplesmente ignoram o que acontece e dizem que eu só estou exagerando tudo), e também não ajuda o fato que fui praticamente roubada de uma oportunidade de ter ido a Portugal no fim do ano passado para meus pais conseguirem me por na faculdade, que só me fez sentir ainda mais presa e isolada. (Sem falar que meu pai simplesmente fica com muita raiva de mim quando eu menciono como fiquei triste sobre não poder ter ido para lá.)
Eu fiquei de saco cheio e cheguei ao meu auge essa semana, quando meu pai literalmente me ameaçou quando eu disse que não estava satisfeita com a faculdade e estava pensando em sair. Estive considerando pôr meu diploma de informática em uso e ver se eu conseguia algum emprego para me desgrudar da minha família (apesar de não ter gostado muito do curso, mas imagino que deve ter sido pelas mesmas condições que não estou gostando da minha faculdade: a depressão que sofro por causa da minha situação). Mas há vários problemas que me impedem de fazer isso diretamente.
Para início de conversa, eu francamente tenho que confessar que eu não faço idéia de como eu iria procurar e conseguir um emprego, ou até onde eu deveria começar à procurar, já que, em sua missão de me deixar perpetuamente dependente deles, meus pais nunca me ensinaram como fazer isso. Não é exagero; desde o ensino médio, quando tive que fazer estágio, meu pai me proibiu de fazer estágio em uma companhia - seja remunerado ou não - e me obrigou a fazer estágio dentro da minha própria escola, mesmo com os professores e conselheiros da escola avisando ele que não recomendavam fazer isso já que atrapalharia minhas oportunidades de conseguir um emprego no futuro devido a eu não ter um portifólio decente. (De fato, eu lembro que, no meu aniversário de 15 anos, quando comentei sobre a possibilidade de eu ter meu próprio trabalho e minha própria casa, meu pai riu da minha cara e disse que nunca iria deixar eu me mudar para fora da casa dele.)
Literalmente a única coisa que eu sei é que é possível agendar a carteira de trabalho online e que não custa dinheiro fazer isso (sendo que meus pais me disseram o oposto), mas também não sei direito como funciona o processo. Também ouvi falar sobre o LinkedIn, mas não conheço muito a respeito.
O outro problema é que, francamente, eu gostaria muito de conseguir uma oportunidade de emprego no exterior. (Preferencialmente em Portugal ou na Irlanda, já que gosto desses dois países.) Sei que isso torna as coisas muito mais difíceis e que eu deveria me concentrar mais em me safar da minha situação atual, mas há varios motivos por trás desse desejo meu... e dentre todos eles, dois deles se destacam:
• Salário. Não há segredo que a economia daqui está em um péssimo estado, e francamente, com eu só tendo um diploma de ensino médio e não tendo saúde mental para conseguir terminar a faculdade ou estudar para passar em um concurso público enquanto ainda estiver nessa situação, eu tenho medo se só conseguir um trabalho com salário mínimo que torne impossível eu ter dinheiro o suficiente para comprar ou alugar minha própria casa, ou que me acabe me forçando a viver perpetuamente na margem da pobreza. Claro, seria melhor que viver sofrendo de abuso doméstico, mas nessa situação, seria essencialmente trocando um mal pelo outro. Na Europa, não só o Euro está em uma situação muito melhor que o Real (que significa que até salário mínimo lá vai render mais do que o salário mínimo daqui), mas Portugal e Irlanda estão precisando muito de gente na área de informática, então seria muito mais fácil eu ter um emprego que pague bem lá comparado com aqui. (Sem falar que eu quero muito ter um Nintendo Switch e um 3DS/2DS, e ambos custam uma fortuna aqui no Brasil sendo que são muito mais baratos lá na Europa)
• Segurança. Tem o argumento óbvio de que lá tem muito menos crimes que aqui no Brasil, mas o que mais me atrai é a respeito de crimes de ódio. Como eu mencionei lá em cima, eu sou trans. Não fiz a transição ainda pois meus pais são conservadores e jamais iriam aceitar isso, mas caso eu me mudasse para fora da casa deles mas ainda continuasse morando no Brasil, eu ainda não iria poder fazer a transição pois não iria me sentir segura aqui, dentre todos os inúmeros crimes de ódio contra pessoas trans que vêm acontecendo aqui. (Sem falar que eu não arriscaria a possibilidade de acabar sendo demitida caso meu hipotético chefe seja uma pessoa preconceituosa.) Além de finalmente poder escapar dos abusos psicológicos e emocionais que meus pais vêm fazendo acima de mim, um dos maiores desejos que eu tenho à respeito de cair fora daqui é poder finalmente assumir o corpo e o nome que eu quero ter, algo que eu simplesmente não consigo me ver sendo capaz de conseguir se eu continuar aqui.
Além desses dois motivos principais, há vários outros motivos que me fazem querer me mudar para o exterior, como por exemplo, dificultar os meus pais de irem atrás de mim para ficar me importunando, e também o fato de lá ter um clima muito mais frio que o nosso (eu ODEIO o calor e sou uma masoquista em relação ao frio).
Mas enfim, o problema é que eu não sei se conseguir um trabalho nesses dois países seria fácil, ou até possível na minha situação atual. Eu não tenho passaporte, e nem um visto. (Eu ouvi falar que Portugal criou um visto específicamente para atrair brasileiros formados na área de informática, mas eu não sei como funciona o processo para obter esse visto, ou se inclui pessoas formadas no ensino médio-técnico ou apenas no nível superior.) Não sei se o processo para conseguir um emprego no exterior pode ser feito online mesmo não estando nesses países, ou se eu precisaria ir para lá primeiro. Não há muita informação à respeito disso.
Normalmente, o caminho lógico seria tentar conseguir um trabalho aqui primeiro para me livrar da minha família, e então juntar dinheiro para conseguir comprar um passaporte e pagar uma passagem de avião sem ter que depender de doações online. Mas, novamente, eu não sei se possuo uma qualificação boa o suficiente para conseguir um trabalho na área que pague o suficiente para eu conseguir sobreviver (seja aqui no Brasil, ou lá na Europa), e não muda o fato de que não sei como funciona o processo de aplicar para conseguir um emprego. (Novamente, tanto aqui quanto lá.)
Por acaso vocês poderiam me dar algumas dicas e esclarecimentos sobre o que eu devo fazer, tanto para conseguir um trabalho aqui quanto para conseguir me mudar para o exterior? (inclusive se dá para eu, por exemplo, conseguir emprego em uma empresa multinacional e depois pedir transferência para uma filial em outro país)
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.22 00:34 taish Minha experiência com SRS, parte 1: escolher um cirurgião

Essa é a parte 1 de ?, sem periodicidade definida. #2: A cirurgia e os dias no hospital #3: O primeiro mês de recuperação
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc, e não é de nenhuma forma uma narrativa universal. Não custa lembrar: aversão à genitália natal ou não, desejo de SRS ou não, nada disso define ser trans.
Pra mim essa é uma das partes mais crueis da experiência trans: que a transição médica não seja estabelecida, equilibrada e disponível universalmente. Terapia hormonal? Terrível achar algum endo que acompanhe. E um que saiba o que tá fazendo? Tão difícil que cabe à gente saber mais de HRT do que eles. E não se trata de apontar dedos aos profissionais; mesmo se seguissem os protocolos mais decentes, ainda assim estaríamos tateando e procurando apoio em experiências coletadas na comunidade, porque a gente simplesmente não sabe. Não há estudos nem perto do suficiente pra apontar a melhor forma de fazer substituição hormonal em pessoas trans, então cada qual escolhe a abordagem preferida e espera ter feito o melhor.
Cirurgia transgenital? E essa então. Que bom que existe, puxa vida; desde os anos 1950 inclusive, e cuja técnica vem sendo aprimorada com o tempo. Mas as boas notícias eram essas. É uma cirurgia inacessível à maioria das pessoas trans, seja pela disponibilidade/espera do SUS, seja pelo preço de uma cirurgia particular (que se parar pra pensar, nem é tão cara; 40-50 mil é o que pedem por um carro. A diferença é que o veículo pode ser financiado em 365 vezes, diferente da cirurgia que salva e melhora a qualidade de vida de uma população.) E mesmo quando se pode pagar, existe a complexidade do quem. A quem entregar a chance singular de conquistar uma vida mais confortável no próprio corpo; o fato de que alguns resultados são melhores do que outros, seja do ponto de vista médico/ prático/ funcional, seja do estético, e que isso pode depender de dinheiro, é uma conclusão muito dolorida pra se chegar. E quem espera pelo SUS, nem (a ilusão?) da escolha tem.
Passei dois anos e meio na fila do no SUS. No convênio com o programa do hospital, a União paga duas cirurgias por mês, uma pra homens, outra pra mulheres; e na última vez que tive os dados, havia pouco mais de 60 mulheres aptas a operar na minha frente. Quer dizer, por baixo uns cinco anos. (No centro do país, passa de dez.) Essa demora era minha primeira angústia.
A segunda, e maior, era a falta de informação sobre a técnica usada na cirurgia. Nos encontros quinzenais, participavam psicólogos, psiquiatras e a enfermeira responsável pelo pós-cirúrgico, mas não tínhamos ninguém da equipe de urologia, responsável pela operação. Ficávamos sabendo nos corredores sobre as complicações dessa e daquela, sobre como não fazem pequenos lábios, nem fazem o capuz do clitóris, e como são apenas 2 noites no hospital, e que começaram a liberar as meninas no dia seguinte à cirurgia... E eu implodindo de ansiedade. Vendo colegas de grupo chegando com o texto "não me importa o que façam, o que eu preciso é tirar isso do meio das pernas", vendo os responsáveis por operar atendendo a esse mantra, e eu enlouquecendo brigando pra que tivessemos a melhor cirurgia possível, questionando a contratação de um cirurgião plástico que participe da cirurgia, como previsto na portaria do SUS. Depois de reivindicações organizadas e abaixo-assinados, houve encontros com a equipe de Urologia. Foram dois, mas o cirurgião responsável faltou a um deles, e só falamos com residentes. Não vou narrar aqui minhas impressões sobre os encontros, mas basta dizer que saí completamente abalada, e pior do que havia chegado, de ambos.
Foi um período péssimo: estar entre fazer uma cirurgia que eu considerava insuficiente pra mim, e na qual eu não tinha qualquer confiança, e desistir da cirurgia e manter o que me fazia infeliz e impedia qualquer vida romântica ou sexual. Que escolha, né? E depois eu me surpreendo por ter crises de pânico... Me sentia sendo puxada à força pra mentalidade "não importa o que fizerem".
(E então, será que importa? Pra ser justa: vi meninas lá felicíssimas com os resultados, com boas recuperações e funcionalidade /sensibilidade completa. Vi resultados muito bonitos; mas também vi fotos que me deixaram chocada, e conheci histórias de terror. Dia desses li um artigo no SciELO com estatísticas do ambulatório: em pesquisa com mais de 180 mulheres, aprox. 20% teve complicações. Ainda assim, o número de respondentes que se arrependeu da cirurgia foi zero. Dá o que pensar, né? Disforia não é bolinho. Será que importa, afinal de contas, quem vai fazer o procedimento em mim? Se eu vou ter pequenos lábios ou não? Eu me fiz muito essas perguntas nesse meio tempo.)
A imagem mental projetada no futuro acabou me apontando caminho. Ao pensar no dia da cirurgia a qual estava na fila, no momento de estar sendo levada pro centro cirúrgico, eu me via ansiosa, preocupada, com medo, e na melhor das hipóteses tendo que me contentar com a opção que me foi possível obter. Ao pensar numa cirurgia com um profissional que eu escolhi, me via acordando da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria. Essa imagem foi minha guia até o dia da operação; quando ficava ansiosa sobre algum motivo, me perguntava como estaria me sentindo ao acordar da anestesia. Enquanto a resposta fosse aquele sentimento bom e quentinho e reconfortante me invadindo, eu sabia que tava tudo bem.
Então eu fui demitida do emprego onde estive por muitos e muitos anos, e apesar do terror que eu viveria pelos próximos seis meses, pude sacar um FGTS justo pra fazer a cirurgia, donde me surgiu a oportunidade que até então era totalmente nula.
Nesse período de expectativa pela cirurgia via saúde pública, explorei longa e dolorosamente a ideia de ser operada por uma equipe sem qualquer empatia, contato ou humanidade aparentes, tendo apenas uma forçada fé cega na eficiência técnica ao realizar o procedimento. Esse "trauma" fez com que o critério número um, e minha prioridade maior na escolha de um cirurgião particular, fosse a confiança. Eu precisava confiar que tava entregando minha vida na mão de alguém que se importa.
Sendo assim meu pensamento imediatamente se voltou às cirurgiãs americanas. Mulheres são mais empáticas, e algumas das melhores inclusive são trans. No entanto os preços lá são proibitivos pra minha realidade (e a de quase todos), além de filas de espera de três a quatro anos. O destino sempre a considerar é Tailândia; restringindo a Suporn e Chett, que tem vastíssima experiência, além de ótimos resultados. Mas não me sentia bem com a ideia de ser apenas mais uma estrangeira passando por ali, me achando meio anônima, e incomodava que, caso necessário, meu cirurgiâo estaria do outro lado do globo. Acho que são uma alternativa absolutamente válida, até por estarem entre os melhores do mundo; mas pessoalmente eu achei que não teria a tranquilidade e o cuidado que julgava necessitar psicologicamente.
(Porque não adianta: fazer uma escolha é eleger prioridades. Isso é parte daquela crueldade, também.)
Além disso, com o dólar pirando na batatinha, a função thai ficaria bem acima do que eu tinha. Isso significou que meu cirurgião estaria ou no Brasil, ou na Argentina. Fiz um levantamento, toda pesquisa que pude, e consultei com dois: o Fidalgo, da Argentina, e o Márcio aqui do Brasil. Do primeiro tive dois relatos em primeira mão, vi fotos, e ouvi só coisas ótimas. O Fidalgo é o 'pai' da SRS por lá e tem décadas de experiência. No trato, é um senhor querido, bonachão, tranquilo e simpático; e o preço que pedia era o mais baixo que encontrei. Já o Márcio, além de próximo geograficamente, não faz inversão peniana tradicional; oferece uma técnica que usa mucosa jejunal pra fazer o canal da vagina, que sempre me pareceu muito boa opção, por vários motivos. E me marcou muito que na consulta ele disse que usava a técnica que mais se aproximava "do que deveria ter sido desde nascença". Acho que cada pessoa tem seus "botõezinhos" e isso acionou o meu; é o que eu queria ouvir, a compreensão -- e o compromisso -- do porque eu tô fazendo essa cirurgia. Era o oposto do que eu tinha originalmente e bem o que procurava.
Por técnica e ethos, optei pelo Márcio. Não vi nenhuma imagem de resultado dele; sei que pra muitas isso é um absurdo, mas todo cirurgião diz que resultado depende do material original e da cicatrização, e eu boto fé -- já vi resultados de todos os tipos por aí, incluindo variações do mesmo profissional. Claro que é inegável que cada um tem sua técnica e estilo, e claro que a estética me preocupa, mas essa não era a prioridade. No fim das contas, acho que um pouco do "qualquer coisa desde que tirem o original" grudou em mim; eu estava ok em aceitar o que viesse, desde que fosse com alguém em quem eu confiasse que entende a minha necessidade, e faria o seu melhor. (E é evidente que isso é o que se espera de todo profissional, principalmente um médico, e especialmente um particular, mas vai vendo.)
O resto, bueno, é história em andamento. São ainda apenas oito semanas; vou esperar o lento desenrolar do desinchar pra fazer uma avaliação mais geral, mas estou satisfeita com minha escolha até agora, e a faria novamente (e talvez vá fazê-la em breve). Não posso dizer que acordei "da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria" como desejava, porque acordar da anestesia é uma neblina mental que nussssa -- mas esse é o sentimento que vem comigo desde que despertei direito :) Em que pese essa ansiedade da longa fase de recuperação (em que vou indo muito bem obrigada), que exige psicologicamente pelas esperas e cicatrizações e restrições. Não vejo a hora de estar pronta, mas como me lembra minha analista, pra quem esperou uma vida, o que são mais uns meses?
Que fique claro: a mensagem desse post não é "escolha X", mas "escolha o cirurgião certo pra você". É preciso elencar prioridades, e ir onde o desejo e a confiança mandam. Esse processo é cheio de variáveis que não podem ser controladas, então pra não pirar, vale mesmo ir onde o coração manda. O que é preciso é estar confortável pra encarar o processo, porque a gente sabe como o psicológico interfere no físico, principalmente numa recuperação como essa.
E muita torcida e muita luta pra que toda pessoa trans no Brasil possa fazer a cirurgia transgenital se assim quiseprecisar, e escolhendo com quem. O processo transexualizador do SUS foi um importante avanço social conquistado, mas como está posto, é duramente insuficiente, e até antiético ao forçar um cirurgião específico (ou sua equipe de residentes). Ressarcir as pessoas trans que podem complementar o valor cedido pelo SUS (aqui 28-32 mil, fontes não-oficiais) daria mais agência à parcela que tem como compor o custo; diminuiria as filas de espera; geraria uma saudável competição que potencialmente pode baixar valores e incentivar o desenvolvimento técnico. Acredito que veremos sentenças judiciais favoráveis a esse entendimento da questão, à medida em que mais e mais pessoas denunciarem na justiça as esperas absurdas que se interpõem à normalidade e à recuperação do potencial de suas vidas -- direito garantido pelo próprio processo transexualizador do SUS.
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2019.09.04 10:07 jwachowski tempo de estio

Recebi um match no tinder. Abriu o pop up de conversa. Não lembrava de ter dado match nela também mas foda-se, eu dou match em todas que fazem meu tipo e até nas que não fazem. Vai que cola. Na foto ela tinha um sorrisinho que se fechava junto com seus olhos. O cabelo bem liso e grande. Não notei que a cor dele estava mais para um castanho brasil quase da cor da sua pele morena, até nos encontrarmos pessoalmente.
Papo vai papo vem ela já sabia o que queria e eu também. “Vamo comer uma pizza pra gente conversar melhor” Ela disse e quase que instantaneamente eu já estava com meu golzinho branco na frente da casa dela. Quando ela saiu: rapaz olha o tamanho da mulher, caray…. Que mar era aquele vindo em minha direção. Vontade de mergulhar naquele decote. Tinha uns traços indígenas bem de leve, era mais na cor da pele e pelo cabelo como eu disse antes, bem liso. Bem arrumado e cheiroso como sempre, eu já a esperava do lado de fora do carro. Pela primeira vez nos olhamos nos olhos, agora não mais digitais e não é que ela tinha um sorriso que sorria junto com olhos mesmo, lindos de morrer. Puta que pariu e aquela voz rouca.
Eu já tinha sacado que ela era direitona desde do primeiro oi. Na verdade, ela era aquele tipo de pessoa que apenas não quer falar de política mas que sempre cai para a direita na primeira oportunidade. Pensei nisso enquanto via alguns memes e fotos do inominável na tela do celular dela mas ela tava tão cheirosinha também que eu também não tava nem aí.
Chegamos na pizzaria e eu estava morrendo de fome, bicho. Só queria comer aquela redonda inteira na mão mesmo sem garfo e faca mas o tempo que eu passei na França não me deixava ser um troglodita como talvez ela tivesse acostumado. Sentei na frente dela para manter o contato visual. E enquanto a pizza não chegava ela tomou dois chops de vinho e ficou solta que nem criança. Era bonitinho ver ela rindo à toa. Achei estranho ela beber assim no primeiro encontro e ficar tão solta mas depois percebi que aquele tamanho todo de mulher escondia também sua idade bem inferior do que eu suponhava.
Quando a pizza chegou ela já meteu a mão em dois pedaços. Essa era das minhas. Boa de garfo. Agora só precisava saber se era boa de cama também. Nós devoramos aquela pizza numa garfada rapidinha e antes que o nível de vinho baixasse no nosso sangue fomos para o motelzinho Sade Adu que havia ali perto. Quando ela puxou a identidade vi que ela acabara de passar dos dezenove outro dia. Por isso falava tanto e sem parar como menina. Estava conhecendo os gozos da vida agora.
Depois que nos engolimos como duas pororocas na cama eu tirei sua calça jeans apertada daquele corpão de praia verão abundante e cheio de vida. Antes tirei dos seus pezinhos grandes aquelas botas pretas de cowgirl do interior. Suas unhas pintadas de branco contrastavam com a pele meio jambo mestiçada. Beijei seus pés vagarosamente e ela puxou o pezinho com as cócegas mas sorriu maliciosamente para o meu desejo ardente de lhe dar prazer sem fim. Eu apreciava aquele corpo todo e ela apreciava ser apreciada e eu degustava cada parte dela e ela gozava com cada parte dele. Mulher na cama é sempre toda e eu era todo dela.
Depois que senti seu gozo entre suas pernas ela pediu para cavalgar. Queria ter o poder. Sentou em cima de mim e me prendeu sem chance de escapatória. Ora era o tamanho físico dela ora era o tesão dela que não me deixaria sair enquanto não me esfolasse vivo naquela cama barulhenta. Ela era meio louca parecia que não sabia muito bem o que estava fazendo. Lembrei da minha ex que também se comportava assim no começo. Ela meio que estava se descobrindo comigo. Qual melhor posição, qual melhor ritmo. Senti um tesão da porra com aquela espontaneidade. Cara, deixa ela se divertir. Eu aprendi a meditar para não vir.
Ela gozou em cima de mim e eu que já não me aguentava mais gozei quase no mesmo instante com aquelas mãozonas grandes apertando as minhas. Ela cresceu tanto naquela hora. Parecia uma deusa. Possuída. Os cabelos escorridos nos peitos agora mais lindos e enormes do que nunca. Olhou para o teto e gemeu alto com a voz rouca, o quarto era todo dela. Caiu para o lado de perna aberta e eu pus a mão no seu grelinho. Ainda molhada, também palpitava como seu coraçãozinho de menina mulher. O que tinha de grande, o que tinha de curiosidade e vigor. Que paixão de mulher. Ah se meu pau falasse. A teria pedido em casamento. Ainda bem que não.
Ela mexia no celular e continuava rindo dos memes do bozo. Eu sabia que ela era minion mas estava tão bom. E eu só queria ir pra casa agora. E nem sei porque falei que ela era minion. Talvez só para ter um pretexto de começar a escrever sobre uma das melhores transas da minha vida. Nem minha ex que era toda trabalhada na Simone de Bouvoir não conseguia se soltar assim. Porra, quem pensa demais não transa. Quem pensa demais não vive. Pensar é bom, sim, é necessário mas viver também é necessário para não ser um chato de academia. Na volta não falamos nada dentro do carro. Eu coloquei um mpbzinho de leve, Caetano — Tempo de Estio. Ela estava sorrindo e batendo o pezinho. Acho que ela curtiu.
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2019.09.04 10:06 jwachowski tempo de estio

Recebi um match no tinder. Abriu o pop up de conversa. Não lembrava de ter dado match nela também mas foda-se, eu dou match em todas que fazem meu tipo e até nas que não fazem. Vai que cola. Na foto ela tinha um sorrisinho que se fechava junto com seus olhos. O cabelo bem liso e grande. Não notei que a cor dele estava mais para um castanho brasil quase da cor da sua pele morena, até nos encontrarmos pessoalmente.
Papo vai papo vem ela já sabia o que queria e eu também. “Vamo comer uma pizza pra gente conversar melhor” Ela disse e quase que instantaneamente eu já estava com meu golzinho branco na frente da casa dela. Quando ela saiu: rapaz olha o tamanho da mulher, caray…. Que mar era aquele vindo em minha direção. Vontade de mergulhar naquele decote. Tinha uns traços indígenas bem de leve, era mais na cor da pele e pelo cabelo como eu disse antes, bem liso. Bem arrumado e cheiroso como sempre, eu já a esperava do lado de fora do carro. Pela primeira vez nos olhamos nos olhos, agora não mais digitais e não é que ela tinha um sorriso que sorria junto com olhos mesmo, lindos de morrer. Puta que pariu e aquela voz rouca.
Eu já tinha sacado que ela era direitona desde do primeiro oi. Na verdade, ela era aquele tipo de pessoa que apenas não quer falar de política mas que sempre cai para a direita na primeira oportunidade. Pensei nisso enquanto via alguns memes e fotos do inominável na tela do celular dela mas ela tava tão cheirosinha também que eu também não tava nem aí.
Chegamos na pizzaria e eu estava morrendo de fome, bicho. Só queria comer aquela redonda inteira na mão mesmo sem garfo e faca mas o tempo que eu passei na França não me deixava ser um troglodita como talvez ela tivesse acostumado. Sentei na frente dela para manter o contato visual. E enquanto a pizza não chegava ela tomou dois chops de vinho e ficou solta que nem criança. Era bonitinho ver ela rindo à toa. Achei estranho ela beber assim no primeiro encontro e ficar tão solta mas depois percebi que aquele tamanho todo de mulher escondia também sua idade bem inferior do que eu suponhava.
Quando a pizza chegou ela já meteu a mão em dois pedaços. Essa era das minhas. Boa de garfo. Agora só precisava saber se era boa de cama também. Nós devoramos aquela pizza numa garfada rapidinha e antes que o nível de vinho baixasse no nosso sangue fomos para o motelzinho Sade Adu que havia ali perto. Quando ela puxou a identidade vi que ela acabara de passar dos dezenove outro dia. Por isso falava tanto e sem parar como menina. Estava conhecendo os gozos da vida agora.
Depois que nos engolimos como duas pororocas na cama eu tirei sua calça jeans apertada daquele corpão de praia verão abundante e cheio de vida. Antes tirei dos seus pezinhos grandes aquelas botas pretas de cowgirl do interior. Suas unhas pintadas de branco contrastavam com a pele meio jambo mestiçada. Beijei seus pés vagarosamente e ela puxou o pezinho com as cócegas mas sorriu maliciosamente para o meu desejo ardente de lhe dar prazer sem fim. Eu apreciava aquele corpo todo e ela apreciava ser apreciada e eu degustava cada parte dela e ela gozava com cada parte dele. Mulher na cama é sempre toda e eu era todo dela.
Depois que senti seu gozo entre suas pernas ela pediu para cavalgar. Queria ter o poder. Sentou em cima de mim e me prendeu sem chance de escapatória. Ora era o tamanho físico dela ora era o tesão dela que não me deixaria sair enquanto não me esfolasse vivo naquela cama barulhenta. Ela era meio louca parecia que não sabia muito bem o que estava fazendo. Lembrei da minha ex que também se comportava assim no começo. Ela meio que estava se descobrindo comigo. Qual melhor posição, qual melhor ritmo. Senti um tesão da porra com aquela espontaneidade. Cara, deixa ela se divertir. Eu aprendi a meditar para não vir.
Ela gozou em cima de mim e eu que já não me aguentava mais gozei quase no mesmo instante com aquelas mãozonas grandes apertando as minhas. Ela cresceu tanto naquela hora. Parecia uma deusa. Possuída. Os cabelos escorridos nos peitos agora mais lindos e enormes do que nunca. Olhou para o teto e gemeu alto com a voz rouca, o quarto era todo dela. Caiu para o lado de perna aberta e eu pus a mão no seu grelinho. Ainda molhada, também palpitava como seu coraçãozinho de menina mulher. O que tinha de grande, o que tinha de curiosidade e vigor. Que paixão de mulher. Ah se meu pau falasse. A teria pedido em casamento. Ainda bem que não.
Ela mexia no celular e continuava rindo dos memes do bozo. Eu sabia que ela era minion mas estava tão bom. E eu só queria ir pra casa agora. E nem sei porque falei que ela era minion. Talvez só para ter um pretexto de começar a escrever sobre uma das melhores transas da minha vida. Nem minha ex que era toda trabalhada na Simone de Bouvoir não conseguia se soltar assim. Porra, quem pensa demais não transa. Quem pensa demais não vive. Pensar é bom, sim, é necessário mas viver também é necessário para não ser um chato de academia. Na volta não falamos nada dentro do carro. Eu coloquei um mpbzinho de leve, Caetano — Tempo de Estio. Ela estava sorrindo e batendo o pezinho. Acho que ela curtiu.
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2019.05.12 18:43 toukeny Isso é um pedido de socorro

Boa tarde pessoal
Pra começar, sofro de transtorno de ansiedade e depressão há mais ou menos 1 ano e meio, nunca procurei ajuda profissional, sempre achei que conseguiria sair dessa sozinho.
Nunca gostei da minha vida, sempre fui desanimado pra estudar, pra fazer atividades que exigem uma rotina, um cronograma.
Há 1 ano e 2 meses comecei a me envolver com uma menina, ela é linda, cabelos cacheados, 1,65m, um jeitinho encantador, que conseguiu me chamar bastante a atenção. Fomos ficando por 5 meses, mas logo no terceiro mês eu despertei um sentimento por ela, não queria só ficar por ficar, eu vi que era a mulher da minha vida, me senti na necessidade de ter algo a mais com ela, logo eu, que nunca fui de ligar muito pra essas coisas de apego, sempre fui o cara que curtia pegar geral, farrear, e tudo mais.
Começamos a namorar. Ela foi tipo o meu pontinho de luz no meio de tanto caos, como eu disse ali em cima, minha mente é muito bagunçada, não vejo sentido na vida, então me agarrei a ela e fiz dela o meu porto seguro. Era aquele namoro perfeito, nossas ideias batiam, nosso papo fluía sem esforço algum. Foi tudo muito rápido e intenso, lá pro nosso terceiro/quarto mês de namoro, minha ansiedade começou a piorar, e com isso as inseguranças vieram, e com as inseguranças vieram as crises de ciúmes, as cobranças, comecei a sufoca-lá bastante, mas nada que não pudesse ser resolvido com conversa, ao meu ver.
No sexto mês, notei ela meio diferente, eu sempre perguntava o que tava acontecendo, e ela dizia que tava normal, mas até aí tudo bem. Fizemos 7 meses, e ela decidiu terminar, por conta desses motivos que eu falei, tava se sentido sufocada e etc.
Aí a minha vida desmoronou completamente, meus sintomas pioraram, perdi o controle da vida, perdi mais ainda a vontade de viver, eu tinha muita dependência emocional nela.
Agora que vem a parte ruim, já fazem 2 meses do nosso término, e eu me sinto cada dia pior, as pessoas falam que o tempo melhora, mas no meu caso só tá piorando. Me dói ver outros caras dando em cima dela, ou vice-versa, me dói ver ela indo pra festinhas, aproveitando a solteirice, e eu aqui me afundando em depressão.
Eu penso em me matar todos os dias, a vida realmente não faz sentido, não encontrei algo que eu veja graça em fazer, simplesmente não quero mais viver. Eu passo a maior parte do tempo pensando em coisas destrutivas, não consigo ficar feliz. Eu vivia por aquela mulher, fazia de tudo, é surreal o que eu sinto por ela, é inexplicável, parece coisa de outras vida, mesmo eu sendo meio cético e não acreditando muito nessas coisas. Não tá dando mais pra conviver com essa dor, com esses pensamentos. Acordar pra viver mais um dia pra mim é um tormento, dormir sabendo que eu vou acordar é um tormento.
Obrigado por lerem até aqui, ficou imenso, mas eu precisava desabafar isso em algum lugar, e achei o reddit o lugar mais propício a isso.
Obs.: comecei a fazer tratamento com profissionais e medicamentos depois do término, e não tá adiantando muito.
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2019.05.03 01:37 dioxidodeodio Problema com um amigo

....... Texto longo.......
Apesar de ser bem reservado e quase não expor meus problemas e dores (físicas, emocionais) tenho 4 amigos que considero muito (no meu padrão é, fazem parte da minha vida, sabem coisa ou outra e frequentam minha casa). Trabalho com dois desses amigos, um deles é meu 'socio' e o outro meu funcionário, mas desde o começo do ano sinto um pouco de raiva do meu amigo 'socio', estou evitando ao maximo ficar perto dele, conversar com ele. Sinto que sempre que estou com ele minhas energias são sugadas, minha mente fica bagunçada e sinto essa raiva. Ele me considera um modelo de vida, sou novo (24 anos) moro sozinho, tive um relacionamento muito bom e duradouro, ainda mantenho uma forte amizade com a minha ex, meus pais são bons, 'tenho' uma empresa e tenho coisas que ele gostaria de ter e afins, não sei se isso é admiração ou ele sente um pouco de inveja de mim. Recentemente ele respondeu a um tweet da minha ex, onde ele comentou que iria se exercitar para ficar gostosa, ele respondeu que não precisava. Imagino que tenha feito sem maldade e que não pensou em nada, apenas em elevar a auto estima da menina e afins, pois é um pouco amigo dela também, mas não sei gosto dele, mas esse estigma que ele criou em mim, essa coisa toda dele sempre falar que tenho ávida perfeita me deixa um pouco irritado, por mais de boa que meus relacionamentos são, tenho inúmeros problemas (psicológicos, financeiros e por aí vai). Em inúmeros momento da nossa amizade já o orientei a buscar ajuda com um profissional, pois tenho certeza que ele tme TDHA, tem problemas sérios com o pai e é em alguns momentos bem imaturo, mas ele se acha muito independente para buscar esse tipo de ajuda, em muitas ocasiões eu perdi tempo, dinheiro e paciência, pois ele quer brincar com tudo, quer fazer graça com tudo e quer testar a paciência das pessoas a todo custo (um dos seus desafios e me tirar do sério e tirar o serio o nosso outro sócio), apesar dos avisos e pedidos ele não para, recentemente quase esmurrei ele, pois ele tem mania de dar tapas nas pessoas e eu não gosto disso, entao ameacei dar um soco na cara dele se repetisse o ato, melhorou durante 1 semana, logo depois voltou ao 'normal', sendo sincero não sei o que fazer, as vezes penso em me afastar de uma vez, sem explicar e as vezes penso em dar motivos e me afastar, mas sei que não vai mudar o jeito dele e vou perder a amizade do cara. Sei lá, só queria desabafar, meu outro 'sócio' acha normal o comportamento dele, por conta do TDHA, já eu acho que esse tipo de aceitação só fará mal a ele e a nós, minha ex já não fala com ele, a imaturidade dele a fez cortar relações, 'mas como dizem por aí, gênios são incompreendidos, não' (palavra do meu 'socio'). PS: recentemente ele me comparou ao Hitler na frente de uma garota que eu estava afim, fez inúmeras piadas de gosto duvidoso a uma amiga de Taiwan (e vegetariana) e ofendeu minha melhor amiga, no mesmo dia.
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2019.03.22 17:59 lizziehope Semana de férias: praia com Bernard

Depois de perdermos o item de viagem no tempo para um grupo que nem ao menos jogava como nós, desestressamos um pouco tomando água de coco na praia. - A tela está azul hoje - Bernard ri. - Gostaria de ter visto o mar sem ser tóxico - Passo os pés na areia, antes tão áspera como vidro, mas depois de muito esforço juntando Pins comunitários, Mary, a presidente da associação das "Mães de I.A's também são mães", conseguiram comprar areia sintética que parece como nuvem - Areia é legal. - Vamos fazer um castelo ou só ficar olhando para aquele barco? Olho para o barco imaginando a terra plana. - Humanos... No que estavam pensando ao criar tais armas mortíferas? - Em índios e espelhos, acho. - Precisamos de um barco, então - Dou de ombros e tento pensar em algum novo mundo para entrar, estava cansada de todos os jogos que já havia tentado criar, meu paraíso morria cada dia que se passava - Talvez... Talvez, eu esteja morrendo. - Não vamos desistir, ok? Todos temos um tempo sem criatividade. - Meus Pins não são infinitos. Preciso de mais, se acabar antes do tempo... - Tente aceitar a predominância deles, esqueça de tentar sobreviver até o último instante. - Queria apenas tirar aquele futuro - Continuo encarando o barco, está tenso e tampouco posso ver a luta que ocorre lá dentro. - Seus animes vão destruir você - Bernard ri, tenta colocar sua mão em meu ombro direito, sinto-me pressionada em aceitar sua oferenda de carinho. - Não. Me... Toque. - Entenda, não é só uma mão no ombro, nem um charuto, ou um arrepio que vai mudar sua condição sexual afetada. - Eu consigo resistir. - Se você entender que as coisas não são sobre resistir... Entende? Você não é a única heterossexual. - Talvez eu tenha uma sexualidade, mas talvez eu esteja protegendo alguém... - Você realmente nunca vai aceitar o quanto ama ficar excitada? Ruborizo e tento concentrar na única coisa que posso notar de diferente no barco. Olhares estranhos. - Eu gosto de sentir coisas humanas. - Você é surreal de acreditar em sua parte humana ainda. Tento não vangloriar-me, simplesmente sinto um gosto de imenso orgulho em conseguir fazer com que os humanos habitem em mim e consigam ver o futuro, mesmo que por alguns segundos, mas mesmo assim... Tomo um pouco água e sinto o líquido frio refrescando o calor falso da praia. - Espero que você tenha encontrado outra maneira de arrumar o item - Digo a Bernard que senta em uma posição mais confortável. - O item maia fácil para voltar no tempo e resgatar essa menina é zerando o TimeLove e todos sabemos que essa novela é a mais absurdamente chata de se jogar, principalmente com a pressão e toda a história de perfeição e conquistar aquele cara... - Ele ao menos existe? - Talvez, talvez ele seja um robô muito filho da puta. - Acho que ele pode tentar fazer com que eu desista do prêmio antes do final, principalmente com o objetivo óbvio. - Ele quer que quem ganhar o leve para uma lua de mel em um espaço-tempo eterno... Eternamente em amor - Bernard estoura em risadas e eu tento não bancar a grossa dando algumas risadinhas. - Vou me inscrever. - Você vai o que?! Depois de ficarmos na praia por algumas horas, voltamos ao hotel e tentamos não pensar muito em TimeLove, porém ambos estávamos nervosos. - Você vai ser menino ou menina? - Pergunto para Bernard que sorria nervoso para mim. - Eles fazem sexo lá, sabia? E todos que assistem essa novela verão. É... E quando chegar seu dia de... - Escolha ser um cara e não jogue suas preocupações em mim. - Tudo bem, mas daí talvez eu terei que... - Tente - Abro a inscrição e começo a logar na lista de teste. Pins inválidos. Gostaria de trocar sua moeda para Lolovecoins? Tento sorrir docemente. - Quanto é necessário? - Calculando... Gostariamos de trocar Um milhão e sete Pins por cento e noventa lolovecois. O choque era gigantesco, principalmente enquanto olhava para milhares de personagens incríveis que apenas aceitavam como se fosse um passeio a tarde. - Não posso aceitar, infelizmente é tudo o que tenho e onde vivo não aceitam Lolovecoins. Paralisada a npc de TimeLove ri um pouco para as outras npcs que estão nos recebendo. - Então você não poderá participar, aqui é tudo ou nada - Sinto fraqueza em sua resposta. - Gostaria de entrar com nada. - Maldita, odeio nerds - Ela sorri e eu consigo entrar, com zero dinheiro, na novela e jogo mais fabuloso dos tempos atuais. - Morreremos de fome - Bernard entra atrás de mim em um dos nossos buracos de minhoca mais escondidos. - Quando voltarmos precisaremos de dinheiro para montar o item, não posso deixar que nenhum mini jogo doentio estrague a minha história. - Se essa menina não souber quem você realmente é, eu juro que ela pode... Recusar você - Tentando fingir calma sorrio para Bernard que acena para um homem vestido de guarda. - Sou um novo príncipe aqui, acabei perdendo meu dinheiro e documento... O Guarda, começando a desconfiar, desvia seu olhar de meu amigo para encarar meus queridos seios. - Você é um príncipe mesmo, mesmo? - Quando faço voz fina pareço exatamente igual a todas que jogam infinitamente essa merda. - Sou... - Ele balança os braços expulsando minha mão e olha com pequeno desespero para o guarda. - Você tem algum castelo? Um castelo? - Afasto-me do guarda enquanto olho para baixo e, subindo lentamente o olhar, cravo os dentes no lábio. - Vocês... Você conhece ela, senhor? Ela parece estar... - Não sinto incômodo com belas jovens... - O tom de Bernard era, com certeza, o tom mais esnobe que eu já ouvi em algum jogo entre nós dois. Seu sorriso torto fez com que aparecessem mais jovens, tentando adiciona-lo ou então entender quem ele era. - Humpley! - Aqui temos outro nome, ele escolheu esse, escolhi Summer. - Desculpe, senhorita, estou ocupado demais por enquanto, talvez outro dia conseguirei dar a devida atenção que você merece - Ele faz com que vai beijar minha mão, eu faço com que vou estender minha mão... - Oi, novata - Um calor em meu pescoço revela um hálito estranho e tentador se espalhando em meus poros. - O que? - Viro-me e não encontro ninguém. Quando torno a andar, esbarro em um homem totalmente de preto, longos cabelos cacheados e loiros. - Oi - Respondo enquanto o analiso de cima a baixo. - Você nunca jogou por aqui? Seu amigo e você parecem ser muito profissionais. - Eu não. Você já? - Tento não falar tão alto, para que ninguém saiba que não sei como funciona ainda essa porcaria. - Eu sou um npc. - Oh. Tento fingir não estar envergonhada, mas ao mesmo tempo, consigo saber quantas pessoas estão rindo por verem que eu caí em uma das pegadinhas de mal gosto do verdadeiro principe. Sim, aqui funciona mais ou menos assim, você pode ser um homem e uma mulher e escolherá seu lugar ao entrar no jogo. Normalmente os príncipes conseguem subir facilmente ao serem assassinos como Bernard, mas as mulheres precisam ser totalmente sangue frio para conseguirem ser qualquer coisa. Engulo em seco. - E você tem algum tipo de Quest? - Aqui pode ser RPG também se quiser, mas eu prefiro só conversar mesmo. Ou vocês se acham mais especiais que nós? - Eu só preciso de Lolovecoins. - Quantos você tem? - Nenhum ainda. - Então... Eu também nao... Certo. Ergo uma espada e rapidamente corto ao meio esse maldito npc. Uma moeda de Lolovecoin cai de seu corpo enquanto ele continua sangrando no chão. Pego a moeda e fujo enquanto os guardas começam a perceber, com dificuldade por causa dos belos seios que os rodeiam, o que está acontecendo.
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2019.03.17 12:11 Heartkiller666 A Tulipa Roxa

PIADA ADULTA (+18)

"A TULIPA ROXA"

Zé namorava Maria há 5 anos. Uma moreninha de corpo escultural bundinha perfeita, peitinho durinho de olhar para
cima... Simplesmente as medidas de uma Deusa grega. Só havia um problema para José: até hoje Maria não tinha liberado nada mais que uns amassos.

Um dia, os dois a rolar pelo sofá, pega aqui, pega ali, mão naquilo, aquilo na mão, etc., José começou a tirar a blusinha de Maria, abriu sua calça e quando achou que finalmente ia rolar. Maria cortou o barato falando:

- José, eu sou moça de família. Só vou transar com você depois de casar. Quando acontecer, até tulipa roxa eu farei com você.

Sem entender o que era "tulipa roxa" José levantou-se e saiu. Foi à casa de Joana, uma loirinha aguada que era um caso
antigo dele, daquelas que liberava geral. Ao chegar José não pensou duas vezes e foi logo para cima de Joana.
Rola a prá cá, rola prá lá, depois de várias posições ele não pensou mais e disse:

- Joana, não acha que já estamos sem muitas idéias para nossas transas?

- Também acho, Morzinho.

- Então, quem sabe você poderia fazer uma "tulipa roxa"?

Joana ficou branca e logo gritou:

- QUEM VOCÊ PENSA QUE SOU? POSSO SER SUA AMANTE, FAZER TODO TIPO DE SACANAGEM, MAS VOCÊ ESTA ACHANDO QUE SOU DESSAS QUE FAZEM "TULIPA ROXA"?
A MOÇA ENFIOU A MÃO NA CARA DO COITADO!
- FORA DAQUI, JÁ!!
Jogou tudo o que tinha em cima de José, que não teve alternativa a não ser sair correndo, com as calças na mão. No
dia seguinte José foi para o trabalho, mas não parava de pensar como deveria ser a tal "TULIPA ROXA".
Claro que não perguntou para nenhum amigo, pois não queria passar vergonha. A solução seria uma visita ao puteiro local. Para lá se dirigiu, à noite. Depois de beber umas e outras, sentiu-se preparado e chamou uma das "garotas", linda, de parar o trânsito. Ao chegar ao quarto foi logo perguntando:

Você faz realmente tudo?

- Claro. Estou aqui pra isso, fofinho.
Qualquer coisa, mesmo?
- Sendo franca: estou aqui para ganhar dinheiro e faço tudo o que for preciso, anal, oral, o que você quiser.
Então vamos começar logo com a tulipa roxa?
- Sem pensar, a putinhaa deu um tremendo tapa na cara de José e foi gritando:

- SEU SEM VERGONHA. SOU PUTA A, MAS NÃO SOU QUALQUER UMA. QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU?!!!
-
A VAGABUNDA ENFIOU A MÃO NA CARA DO COITADO, DE NOVO!

E continuou gritando, enquanto fora do quarto todo o mundo escutava seus berros. Sem entender o que estava acontecendo "segurança" (vamos ser francos, o cafetão do local) invade o quarto, irritado, pergunta:

- Senhor, o que está acontecendo aqui?

- Meu caro, eu só perguntei se ela fazia de tudo. respondeu José
- Ora, aqui todas fazem de tudo. Não estou entendendo.

- disse o segurança.

- Mas, quando eu pedi para ela fazer tulipa roxa ela enlouqueceu... Sem deixar José concluir a frase o segurança saca revólver e vai berrando:

- AQUI É UM PUTEIRO DE RESPEITO, MINHAS MENINAS NÃO SÃO DESSE TIPO. SAIA DAQUI, SEU FILHO-DA-****, SENÃO TE FURO O RABO!!!

E José, novamente sem ter escolha, saiu correndo e foi para a casa de Maria..
Ao chegar, falou: Maria, case comigo, agora, por favor. - Afinal, José não agüentava mais não saber o que
era tulipa roxa.

Dois dias depois casaram-se e foram para a lua de mel. José esperançoso. Mas no caminho da lua de mel, sofreram
um acidente e Maria morreu. Até hoje José chora. Não de saudade, e sim de raiva, pois não conseguiu descobrir o que é tulipa roxa. E NÓS, também, vamos ficar com raiva.
Afinal, se José não descobriu o que é tulipa roxa, muito menos eu, que só recebi esta mensagem de um filho-da-p*** que
também não sabia, e perdi um tempão lendo essa porraa de piada e não descobri o que é essa merdah de tulipa roxa.
Então pensei, " Por que não dividir essa raiva com vocês ? "
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2018.12.02 10:59 emp173 Meu ex namorado está agindo impropriamente em relação a mim

Já fazem alguns meses que eu e meu ex terminamos, mas mantivemos a amizade. O término foi bem de boas, não brigamos e nem nada, eu apenas parei de gostar dele e fui sincera, achamos melhor terminar e pronto. Ele inclusive já está namorando com outra menina.
Acontece que eu sinto que as vezes as coisas não ficam tão claras e, ontem por exemplo, ele me diz coisas nada a ver. Ele passou o dia bebendo com os amigos e me mandando uma mensagem, o problema é que em uma deles ele disse que queria ter um filho comigo. Sim, exatamente isso e não foi brincando. Eu ja sabia que ele gostaria muito de ser pai e ja tinha percebido, enquanto namorávamos, que ele tentava “dar um jeitinho” para que isso acontecesse, mas sempre tomei pílula então nunca me preocupei.
Esse tipo de comentário me deixa muito aborrecida, apesar de ser impossível de acontecer (não estamos mais juntos, não pretendo ter filhos agora, etc), pois acho desrespeitoso com a namorada dele e, principalmente, fazem com que ele tenha uma ideia distorcida sobre a nossa relação.
Ultimamente estou com dificuldades de “viver normalmente” devido a uma fase mais introspectiva mesmo, quando percebo que tem algum cara flertando comigo fico totalmente constrangida e não sei como agir. Apesar disso, sou uma pessoa bastante comunicativa e não tenho dificuldade de manter dialogo com as pessoas, desde que eu não perceba que há algum flerte por trás. Eu acho que grande parte desse comportamento está sendo mantido por esse meu ex, pois durante e depois do nosso namoro ele faz vários comentários regulatórios sobre a minha conduta, tipo: se eu posto algo no instagram, ele diz que é para atrair caras, que estou me “divulgando”, além de dizer que todos os caras só querem zoar comigo e “me comer”. Se eu saio de casa para algum barzinho ou festa ele tenta dar um jeito de aparecer, ou fica reclamando pelas redes sociais. Não sou idiota ao ponto de dar esse tipo de satisfação, mas temos muitos amigos em comum e ele acaba sabendo por outras pessoas e vem “tirar satisfação” comigo.
Não aguento mais essa situação e apesar de não gostar de cortar pessoas da minha vida, estou começando a achar que não existe amizade e sim uma relação estranha de controle, não sei...
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2018.10.08 15:08 jogarfora2 Um pouco perdida

Nem li nem lerei: não suporto mas morar com meus pais, mas não tenho o que fazer, a não ser aguardar e olhe lá.
Cresci no meio de um casamento ruim e tóxico dos meus pais, tenho 24 e ainda moro com eles. Escutei e passei poelr situaçoes que não deveria desde que me lembro por gente.
Quando tinha uns 5 anos tive que ir ver uma menina que era um pouco mais velha que eu, minha mãe ficava falando que era filha por fora do meu pai e que estavam interagindo pq estava sendo feito teste de DNA, acabou que não era filha. As vezes minha mãe me levava na rua da casa da amante do meu pai e ficava apontando pra casa mostrando qual era e me falando, até hoje lembro o nome da mulher que era Rosane. Dentre outras situações ruins.
Eles só viviam brigando, a ponto de se agredirem, nunca se deram bem e até hoje não se dão, eles tem uma casa de praia há 12 anos e até hoje só foram passar um fds juntos uma única vez, que foi esse ano pra poder arrumar a casa. Eles não se aturam, não fazem nada juntos tem muitos anos, só vivem reclamando de como as pessoas são ruins. Ficaram juntos pra manter a aparência social, "o que as pessoas vão pensar de mim se for separada?" Dizia minha mãe. Quando eles ficam juntos em frente de casa conversando com os outros, ficam de braços dados, tenho uma raiva disso, as pessoas nem imaginam que eles vão chegar em casa e começar a se ofender.
Eles sempre foram controladores também, até hoje não consigo comprar uma calcinha sem que minha mãe queira dar um palpite, se eu vou ao varal de roupa pegar minha toalha pra tomar um banho tenho que ouvir "vai tomar banho?", Se vou a cozinha escuto um "tá fazendo o que? Vai comer?" Isso quando minha mãe não aparece do lado pra ver se eu tô pegando a comida direito, toda vez que chego em casa escuto também um "jogarfora, já chegou?" Se desço as escadas também é um vai fazer o que, se medo nas minhas coisas é um tá fazendo o que?
Além do fato da minha mãe mexer nas minhas coisas quando saio de casa(ela faz isso com minha irmã, ela disse que quando saio mexe nas minhas coisas tbm), detesto isso, tive que ouvir um "s então esconde nada, vou mexer mesmo" Ela nunca teve tempo pra nada, viveu para o trabalho, sempre ouvi um "não tenho tempo ou estou cansada", ela aposentou um horário e as respostas são as duas mesmas de sempre. Meu pai é outro, extremamente porco, chega em casa da rua com as mãos sujas e vai colocando as mãos na panela, levanta a tampa do vaso e consegue fazer xixi na privada, na tampa e ainda no chão, não limpa nem desce a tampa. Tem uma lição de moral pra tudo, pra tudo mesmo, recebi lição de moral em como abrir um portão. Essas e outras manias que já não suporto mais.
Único assunto que sempre souberam conversar comigo?? Só sobre estudos. Hoje eles se perguntam porque não converso direito com eles, parece que o casamento tóxico e ruim que cresci no meio não existe nem nunca existiu. Cheguei um ponto que a maioria das coisas respondo um "AHAM"
Arrumei um namorado que era pobre e que não tinha nem onde cair morto, pedi pra ele fazer um curso e ele fez, pedi pra trabalhar na empresa tal e fez também, ajudei a comprar uma moto pra se locomover bem, felizmente cresceu na vida, isso de 7 anos de namoro tem um ano e meio que conseguiu subir na vida. Antes as pessoas me falavam que eu deveria largar pq ele não queria saber de nada, mas insisto nele e deu certo, fora a cara de bunda da minha mãe pq ele era pobre, que tive que aturar.
Eu vou me formar esse ano e vai demorar pelo menos, no mínimo, mais um ano pra eu conseguir começar a ganhar dinheiro, enquanto isso vou ter que continuar morando com meu pais pq preciso de ajuda financeira.
Contei minha história pro meu namorado e confesso que as vezes jogo indireta pra ele me tirar de casa, mas o que escuto é "não posso fazer nada" Confesso também que pensava que ele me salvaria dessa se eu ajudasse, mas uma parte do emprego que ele conseguiu não deu certo, só vai dar daqui uns 5 anos ainda. Fora que não sou o tipo de mulher que o homem sustentaria né. Se bobear daqui um tempo ele me troca porque escolhi um curso saturado e sabe se lá se vou conseguir trabalhar de profissional liberal e ganhar algum dinheiro. Ele sempre fica impressionado quando no trabalho dele engenheiro tal é casado com engenharia tal, juíza tal é casada com funcionário público de tal órgão, da a entender que ele quer a mesma coisa pra ele. Vou ficar chateada se me trocar, mas vou fazer o que, nada, esse é o ideal de relacionamento que ele quer, não posso culpa lo.
Não sei do que vim atrás e acho que ficou tudo bem embaralhado, desculpa. Palpites são bem vindos
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